Wednesday, April 01, 2026

Il Infinito de Giacomo Leopardi

 


                                     IL INFINITO

Giacomo Leopardi

Sempre caro mi fu quest’ermo colle,

E questa siepe, che da tanta parte

Dell’ultimo orizzonte il guardo esclude.

Ma sedendo e mirando, interminati

Spazi di là da quella, e sovrumani

Silenzi, e profondissima quiete

Io nel pensier mi fingo; ove per poco

Il cor non si spaura. E come il vento

Odo stormir tra queste piante, io quello

Infinito silenzio a questa você

Vo comparando: e mi sovvien l’eterno,

E le morte stagioni, e la presente

E viva, e il suon di lei. Così tra questa

Immensità s’annega il pensier mio:

E il naufragar m’è dolce in questo mare.

O INFINITO

Sempre me foi querida esta colina solitária,

E esta sebe, que de tanta parte

Do horizonte distante exclui o olhar.

Mas sentado e contemplando, intermináveis

Espaços além dela, e sobre-humanos

Silêncios, e profundíssima quietude

Eu nele finjo pensar; onde por pouco

O coração não teme. E como o vento

Sussurrando entre estas árvores, eu

Comparo esse Silêncio infinito a esta voz:

E o eterno me vem à mente,

E as estações mortas, e o presente

E o vivo, e seu som. Assim, nesta

Imensidão, se afoga meu pensamento:

E, para mim, é doce naufragar neste mar.

Ilustração: O Espírito Responde.