Friday, February 06, 2026

Outra poesia de Juan L. Ortiz

 


PARA QUE LOS HOMBRES 

Juan L. Ortiz

Para que los hombres no tengan vergüenza

de la belleza de las flores,

para que las cosas sean ellas mismas: formas sensibles

o profundas de la unidad o espejos de nuestro esfuerzo

por penetrar el mundo,

con el semblante emocionado y pasajero de nuestros sueños,

o la armonía de nuestra paz en la soledad de nuestro pensamiento,

para que podamos mirar y tocar sin pudor

las flores, sí, todas las flores

y seamos iguales a nosotros mismos en la hermandad delicada,

para que las cosas no sean mercancías,

y se abra como una flor toda la nobleza del hombre:

iremos todos hasta nuestro extremo límite,

nos perderemos en la hora del don con la sonrisa

anónima y segura de una simiente en la noche de la tierra.

PARA QUE OS HOMENS

Para que os homens não se envergonhem

da beleza das flores,

para que as coisas sejam elas mesmas: formas sensíveis

ou profundas de unidade, ou espelhos do nosso esforço

por penetrar o mundo,

com o semblante emocionado e passageiro dos nossos sonhos,

ou a harmonia da nossa paz na solidão do nosso pensamento,

para que possamos olhar e tocar sem pudor

as flores, sim, todas as flores,

e sermos iguais a nós mesmos em fraternidade

delicada,

para que as coisas não sejam mercadorias,

e se abra como uma flor toda a nobreza do homem:

iremos todos até o nosso extremo limite,

nos perderemos na hora da dádiva com o sorriso anônimo e seguro

de uma semente na noite da terra.

Ilustração: Blog Syngenta Digital. 


A Roda Gigante


A RODA GIGANTE

Silvio Persivo

A roda gigante roda

Um gigante a faz rodar?

Que nada, menino bobo!

É o motor que a roda gira.


Troloc, troloc, troloc

Faz o motor exquisito.

O mundo daqui é bonito:

Tem céu azul, cor e bolas


E friozinho na barriga.

Que medo a roda me deu!

Acho que nesta rodada

Até minha calça desceu. 

(De "Trinta e Um Poeminhas e Uma Cantiga de Roda Para Pequenininhos", Gráfica Imediata/AJEB-Coordenadoria de Rondônia, 2025. Com ilustrações de Isnar Rocha). 







De volta Cécille Collon

 

 

TON PÒEME

Cécille Collon

C´est un poème riche en images,

pauvre en divertissements.

Rassure-toi. Il ne dure pas longtemps.

Il ne reste pas. Il est plus légère qu´un sanglot,

plus fin qu´une tige de coquelicot.

Il ne demande rien parce qu´il n´a pas de langue

ni de gorge. Il ne possède pas

ce que nous avons la chance d´apprendre

dans les sous-sols de ce château en ruines

que nous appelons «enfance». Alors il marche,

bien encore après sa propre fin, en silence,

courbé sur lui-même comme un long

sucre d´orge.

c´est un poème plus vieux que la mer,

plus lourd que les volcans, puis qu´il était vivant

bien avant que je commence á l´écrire. D´autres

sont passés là ; avec leurs soleils intérieurs

ils ont bâti des monuments, tu ne t´en souviens pas.

Rassure-toi. Tu n´es pas obligée de nous suivre.

avec ou sans toi nous cheminerons ensemble,

une main de chair dans une autre de pluie

à mesure que les nuages

au-dessus des collines se rassemblent.

C´est un poème sans conséquences.

Il traverse des villes endormies

et des campagnes meuglantes.

Il ne cherche pas la bonne direction,

il ne s´inquiète pas s´il faut revenir en arrière,

il trouvera sans doute les outils adéquats

pour creuser sa propre tombe.

Rassure-toi. Il est habitué, il sait ce qu´il doit

faire quand il est seul à brûler.

Sur son passage, les chiens refusent d´aboyer.

C´est un poème qui ne renonce pas. Plus chaud

qu´une robe de laine sur une peau blanche,

plus solide que la toile d´une vieille araignée.

Il se lève tôt, à l´heure où les écoliers rêvent

qu´on est encore dimanche.

Rassure-toi. Tu n´as rien à craindre

sinon ta propre fièvre.

Il ne cherche pas à contenir la sienne.

Il ne prend pas d´importantes décisions.

C´est un poème déchiré, peureux,

qui se mouche dans ses draps. Rassure-toi.

Il ne fonctionne pas, c´est à peine s´il respire.

Pourtant, je sais, parce que je l´ai déjà surpris,

quand il me croyait loin, malade ou endormie :

le soir, dans l´ombre, il cache les miettes

de ta bouche dans les plis de ses manches.

TEU POEMA

Este é um poema rico em imagens,
pobre em diversão.
Tranquiliza-te. Não dura muito tempo.
Não fica. É mais ligeiro que um soluço,
mais fino que um talo de amapola.
Não pergunta nada porque não tem língua
nem garganta. Não possui o que nós
temos a sorte de aprender no sótão
desse castelo em ruínas chamado «infância».

Então ele caminha,

mesmo muito depois de seu próprio fim, em silêncio,

curvado sobre si mesmo como uma longa

bengala doce.

É um poema mais antigo que o mar,

mais pesado que vulcões, porque ele estava vivo

muito antes de eu começar a escrevê-lo. Outros

já passaram; com seus sóis interiores

construíram monumentos, você não se lembra.

Tranquilize-se. Não estás obrigado a nos seguir.

Contigo ou sem, caminharemos juntos,

uma mão de carne com outra de chuva,

enquanto as nuvens

se acumulam sobre as colinas.

É um poema sem consequências.

Cruza cidades adormecidas

e campos cheios de gente.

Não busca a direção certa,

não se preocupe se tiver que voltar,

ele certamente encontrará as ferramentas necessárias

para cavar a própria cova.

Tranquilize-se. Ele está acostumado, sabe

o que fazer quando é o único em chamas.

Quando ele passa, os cães se negam a latir.

É um poema que não desiste. Mais quente

que um vestido de lã sobre pele branca,

mais sólido que uma velha teia de aranha.

Ele acorda cedo, na hora em que as crianças sonham

que ainda é domingo.

Tranquilize-se. Não tens nada a temer

além da sua própria febre.

Não tenta conter a sua.

Não toma decisões importantes

É um poema rasgado e poroso,

que sacode o nariz nos lençóis. Tranquiliza-te.

Não funciona, mal respira.

No entanto, eu sei, porque já o peguei,

quando ele pensava que eu estava longe, doente ou dormindo:

na noite, nas sombras, ele esconde as migalhas

da sua boca nas dobras das mangas.

Ilustração: Westwing. 



Uma Peça de Sucesso de Patrizia Cavalli

 


Patrizia Cavalli

Se ora tu bussassi alla mia porta
e ti togliessi gli occhiali
e io togliessi i miei che sono uguali
e poi tu entrassi dentro la mia bocca
senza temere baci disuguali
e mi dicessi: «Amore mio,
ma che è successo?», sarebbe un pezzo
di teatro di successo.

Se agora tu batesses na minha porta

e retirasse teus óculos

e eu retirasse os meus que são iguais

e então tu entrasses dentro da minha boca

sem temer os beijos desiguais

e me dissesse: “Amor meu,

mas o que se sucedeu?” seria uma peça

de teatro de sucesso.

Ilustração: Hora de Campinas. 


Monday, February 02, 2026

Emily Dickinson sempre ela

 


POEM 1.222

Emily Dickinson

The Riddle we can guess

We speedily despise-

Not anything is stale so long

As Yesterday’s surprise-

POEMA 1.222

O enigma que podemos adivinhar

Nós velozmente desprezamos-

Nenhuma coisa é tão obsoleta

Quanto a surpresa de ontem-

Ilustração: Jornal de Brasília.


Sunday, February 01, 2026

Com Vocês Arnaldo Calveyra

 


INSTANTES DE UN CASTILLO DE ARENA

Arnaldo Calveyra

Lo teníamos con una mano. Sin caer superficie apagada por las

orillas tornasoleadas de la lengua. Por hablarnos casi, murallita

entretenida en el sol demasiado. Te abriré una puerta, una ventana,

una bajamar de aldea.

El mar, la carretera nacional. Ni parada ni tiesa. A tocar con

estos ojos.

En vano unos niños se lo han pedido al mar. Entra, se instala.

Napoleón paralítico que destroza. Canta. La sal, el torreón, la

bandera.

Escúchalo.

Nosotros.

Una niñita basta, consigue atravesarlo, encuentra las cocinas.

Cantamos una marsellesa en el desastre. No lo para. Se cae en

pedazos el puente levadizo.

Difícil tiempo.

Encuentro aquel esqueleto del sol extraviado en los años.

No, no volveremos.

El agua vertical de la ola color viento. Lejos, ¿por qué no todo

el mar?

Una escoba siete mares, el mar.

La bandera era lo que más queríamos, lo que más nos gustaba,

la bandera incolor en la luz.

Mañana por la mañana

INSTANTES DE UM CASTELO DE AREIA

Com uma mão o sustentávamos. Sem cair, uma superfície apagada pelas

margens iridescentes da linguagem. Quase falando conosco, uma mureta

entretida pelo sol demasiado. Te abrirei uma porta, uma janela,

uma maré baixa de aldeia.

O mar, a rodovia nacional. Nem parado, nem rígido. A tocar com

estes olhos.

Em vão alguns meninos o hão pedido ao mar. Entra, se instala.

Napoleão paralítico que destroça. Canta. O sal, a torre, a

bandeira.

Escuta-o.

Nós.

Uma menininha basta, consegue atravessá-lo, encontra as cozinhas.

Cantamos uma Marselhesa no desastre. Não o para. Cai  em pedaços a ponte levadiça.

Tempos difíceis.

Encontro aquele esqueleto do sol extraviado nos anos.

Não, não voltaremos.

A água vertical da onda colorida pelo vento. Longe, por que não todo o mar?

Uma escova, sete mares, o mar.

A bandeira era o que mais queríamos, o que mais nos gostava,

a bandeira incolor na luz.

Manhã pela manhã


Saturday, January 31, 2026

Outra poesia de Cécille Collon

 



LES VOLCANS 

 Cécille Collon

Il faut qu´on parle des volcans.
Ce fut sublime de grandir au milieu des géants
aux gueules grandes ouvertes.
Enfant, chaque jour, je m´enfonçais
avec cette vitesse de fille gâtée
dans les profondeurs de la terre.
Il me suffisait de poser une oreille
contre la pierre noire que la forêt avalait
pour sentir le cœur battre ;
ils disent que le feu ne reviendra
probablement jamais.
Ce n´est pas vrai.
C´est une erreur de penser que mille années
suffisent à éteindre
le brasier des géants.
Simplement, ils se taisent ;
de temps en temps ils murmurent,
personne ne les entend.
Leurs paupières sont froissées :
quand l´été les surprend ils se couvrent
d´herbes sèches pour étouffer
le ronronnement de la vallée.
On ne m´a rien dit, rien expliqué.
Je le sais. Dedans ma poitrine
j´ai le même cratère abîmé
d´un volcan endormi dans vingt-six ans
de cendres renversées,
cerclé de prairies sombres, nourri d´une colère
chargée de tempêtes anciennes.
Il faut qu´on parle de mon volcan.
De cette robe légère que ta voix
lui a taillée, pour lui et pour lui seul,
dans la lumière.
de ce geste si simple,
quand tu glisses, en silence, sur son flanc,
quand tu poses ton oreille contre sa peau
d´écorce, de fumée et de sang
et qu´enfin se rejoignent,
dans cette heure si particuliere
où les arbres s´éteignent,
la main de la fureur mise dans celle du volcan.

OS VULCÕES

É necessário falar dos vulcões.

Foi sublime crescer meio aos gigantes

Com a boca escancarada.

Quando criança, todos os dias eu mergulhava

com a velocidade de uma menina mimada

nas profundezas da terra.

Bastava encostar um ouvido

na pedra negra que a floresta tragava

para sentir as batidas do coração;

Dizem que o fogo não voltará

provavelmente nunca.

Não é certo.

É um erro pensar que mil anos bastam

para apagar a brasa dos gigantes.

Eles simplesmente se calam,

De tempos em tempos murmuram,

Ninguém os escuta.

Suas pálpebras estão enrugadas:

quando o verão os surpreende se cobrem

de ervas secas para afogar

o ronronar do vale.

Não me disseram nem explicaram nada.

Eu o sei. Dentro de meu peito

tenho o mesmo caráter estropiado

de um vulcão adormecido em vinte e seis anos

de cinzas espalhadas,

cercado de prados obscuros, alimentado

de uma cólera de antigas tempestades.

É necessário falar de meu vulcão.

Sobre este manto leve que a tua voz

talhou para ele, para ele e só para ele,

na luz.

Sobre este gesto simples,

quando deslizas, silenciosamente, pelo seu flanco,

quando encostas o teu ouvido à sua pele

de casca, fumo e de sangue

e quando, até que enfim, nesta hora tão particular

quando as árvores escurecem,

juntando-se a mão da fúria se une à do vulcão.

Ilustração: Freepik. 

Uma Fria no Frio



O dia estava frio. 

Muito frio. 

E sem você,

meu cobertor de orelha, 

nem o palito de fósforo

quis acender

e, de frio, pensei

que fosse morrer. 

 Ilustração: depoisdosquinze.com.

Um poema de Joaquin O. Guannuzzi

 


POÉTICA

Joaquín O. Guannuzzi

La poesía no nace.

Está allí, al alcance

de toda boca

para ser doblada, repetida, citada

total y textualmente.

Usted, al despertarse esta mañana,

vio cosas, aquí y allá,

objetos, por ejemplo.

Sobre su mesa de luz

digamos que vio una lámpara,

una radio portátil una taza azul.

Vio cada cosa solitaria

y vio su conjunto.

Todo eso ya tenía nombre.

Lo hubiera escrito así.

¿Necesitaba otro lenguaje,

otra mano, otro par de ojos, otra flauta?

No agregue. No distorsione.

No cambie

la música de lugar.

Poesía es lo que se está viendo.

POÉTICA

A poesia não nasce.

Está ali, ao alcance

de toda boca

para ser proferida, repetida, citada

total e textualmente.

Você, ao acordar esta manhã,

viu coisas aqui e ali,

objetos, por exemplo.

Sobre sua cabeceira,

digamos que você viu um abajur,

um rádio portátil, uma caneca azul.

Viu cada coisa solitária

e viu seu conjunto.

Tudo isso já tinha nome.

E teria escrito assim.

Necessitava de outra linguagem,

outra mão, outro par de olhos, outra flauta?

Não agregue. Não distorça.

Não mude

a música de lugar.

Poesia é o que se está vendo.

Ilustração: Portal do Polo.


A Pulga, de John Donne

 


THE FLEA

By John Donne

Mark but this flea, and mark in this,  

How little that which thou deniest me is;  

It sucked me first, and now sucks thee,

And in this flea our two bloods mingled be;  

Thou know’st that this cannot be said

A sin, nor shame, nor loss of maidenhead,

    Yet this enjoys before it woo,

    And pampered swells with one blood made of two,

    And this, alas, is more than we would do.

 

Oh stay, three lives in one flea spare,

Where we almost, nay more than married are.  

This flea is you and I, and this

Our marriage bed, and marriage temple is;  

Though parents grudge, and you, w'are met,  

And cloistered in these living walls of jet.

    Though use make you apt to kill me,

    Let not to that, self-murder added be,

    And sacrilege, three sins in killing three.

 

Cruel and sudden, hast thou since

Purpled thy nail, in blood of innocence?  

Wherein could this flea guilty be,

Except in that drop which it sucked from thee?  

Yet thou triumph’st, and say'st that thou  

Find’st not thy self, nor me the weaker now;

    ’Tis true; then learn how false, fears be:

    Just so much honor, when thou yield’st to me,

    Will waste, as this flea’s death took life from thee.

A PULGA

Observa apenas esta pulga, e observa nela,

Quão pouco é aquilo que me negas;

Ela me sugou primeiro, e agora suga a ti,

E nesta pulga nossos dois sangues se misturam;

Tu sabes que isto não pode ser considerado

Pecado, nem vergonha, nem perda da virgindade,

Contudo, ela desfruta antes de cortejar,

E se aconchega mimada com um sangue feito de dois,

E isto, infelizmente, é mais do que faríamos.

 

Oh, espera, poupa três vidas em uma pulga,

Onde estamos quase, ou melhor, mais do que casados.

Esta pulga somos tu e eu, e isto

Nosso leito nupcial e templo do casamento é;

Embora os pais se ressintam, e tu, estamos reunidos,

E enclausurados nestas paredes vivas de azeviche.

Embora o hábito te torne propenso a me matar,

Que a isso não se acrescente suicídio,

E sacrilégio, três pecados em matar três.

 

Cruel e repentina, desde então

Purificaste tua unha com sangue de inocência?

Em que poderia esta pulga ser culpada,

Senão naquela gota que ela sugou de ti?

Contudo, triunfas e dizes que

Não te consideras, nem a mim, mais fracos agora;

É verdade; então aprende como são falsos os medos:

Tanta honra, quando te renderes a mim,

Irá para o lixo, quanto a morte desta pulga te tirou a vida.

Ilustração: Quizur.


A poesia de Patrizia Cavalli

 

 


Patrizia Cavalli 

E chi potrà più dire

che non ho coraggio, che non vado

fra gli altri e che non mi appassiono?

Ho fatto una fila di quasi

mezz’ora oggi alla posta;

ho percorso tutta la fila passetto

per passetto, ho annusato

gli odori atroci di maschi

di vecchi e anche di donne, ho sentito

mani toccarmi il culo spingermi

il fianco. Ho riconosciuto

la nausea e l’ho lasciata là

dov’era, il mio corpo

si è riempito di sudore, ho sfiorato

una polmonite. Non d’amor di me

si tratta, ma orrore degli altri

dove io mi riconosco.

 

E quem poderá dizer

que eu não tenho coragem, que eu não ando

entre os outros, e que não apaixono?

Esperei na fila por quase

meia hora hoje no correio;

percorri por toda a fila passo a passo

passo a passo, senti

os odores atrozes de machos

velhos, e até mesmo mulheres, senti

mãos tocando minha bunda, empurrando

meu quadril. Reconheci

a náusea e a deixei ali

onde estava; meu corpo

se encheu de suor, quase peguei

pneumonia. Não se trata de amor próprio

mas de horror aos outros

onde me reconheço.

Ilustração: Fábrica de Artes. 




Nada como um Cuscuz Paulista

 


CUSCUZ PAULISTA JOSÉ CARLOS LINO COSTA

Silvo Persivo

Há muito cuscuz por aí

Que se gaba de ser cuscuz paulista.

De paulistas, porém só tem o nome.

Que, hoje em dia, este cuscuz

de massa de milho

pode ser filho

do Centro-Sul ou do Nordeste

e também da Amazônia.

Certamente

o que importa não é ser o original

ou ostentar frango, peixe

ou camarão.

Bom mesmo,

de verdade,

é o Cuscuz Paulista

José Carlos Lino Costa,

que come até

quem de cuscuz não gosta.

E estamos conversados!!!

Ilustração: Guacira Alimentos.