Marisa López Soria
El que me da de cantar
El hombre que se avino
no trajo joyas ni
añadiduras llegó
con manta de cobijarnos,
tapaderas, fuentes, cacerolas
y en las toallas aroma de
tierra fértil.
Es muy extraño, es
diferente, nadie le iguala
su seda teje cicatrices
del jardín de mi vestido
silencio asienta por
oída, prudencia por palabras
no hay mapa parecido por
gozoso
usa talante de amor humor
que rondan las amigas
vaya misterio su esencia
de pan y mirabelle
los doce meses
Eros me baila el agua
y dice recordarme de
cuando fuimos delfines rosas.
Cosa tan rara, magia
simpática, que este hombre
tan hombre, tan elegante,
no precise adjetivos
no utilice hugoboss ni
reloj de marca.
Él, sin anillo ni grabada
la fecha, esposada me tiene
con hilos invisibles y
con un secreto
que solo es nuestro.
O que me dá canções
O homem que veio
não trouxe joias nem acréscimos,
chegou
com um cobertor para nos
abrigar, tampas, travessas, panelas
e nas toalhas, o aroma de
terra fértil.
É muito estranho, é
diferente, ninguém o igualha
sua seda tece cicatrizes
do jardim do meu vestido
o silêncio se instala ao
ouvido, a prudência pelas palavras
não há mapa como o dele,
tão alegre
ele veste uma disposição amorosa, um humor que as amigas apreciam
que mistério, sua
essência de pão e ameixa mirabelle
por doze meses, Eros
dança para mim
e diz que se recorda de
quando éramos golfinhos cor-de-rosa.
Uma coisa tão rara, uma
magia encantadora, que este homem
tão másculo, tão
elegante, não precisa de adjetivos
não usa Hugo Boss nem um
relógio de grife.
Ele, sem aliança ou data
gravada, me algemou
com fios invisíveis e um
segredo
que é só nosso.
Ilustração: Spirit Fanfics e Histórias.