CANTO AO GRANDE NAVEGADOR
Silvio Persivo (Aperfeiçoado pelo Chat GPT)
Quando ainda eras moço, o
teu olhar
Já se perdia na distância azul do mar;
Como se o horizonte, em chama acesa,
Guardasse um mundo oculto à natureza.
E enquanto os homens
temiam o oceano,
Chamando-o mar de trevas e engano,
Teu pensamento ousado pressentia
Que além da névoa outra terra surgiria.
Nem o naufrágio, rude
adversidade,
Nem o desdém dos príncipes e reis
Abalaram tua férrea vontade,
Nem reduziram teus audazes meios.
Pois dentro em ti ardia a
convicção
Que move os grandes sonhos da humanidade:
Que há sempre, além do medo e da ilusão,
Um novo mundo à espera da verdade.
E fendas tragadoras se abrirão;
Mas não se curvam grandes navegadores
À voz antiga e vã da superstição.
Assim partiste, erguendo as velas brancas,
Rasgando o dorso imenso do oceano;
E o vento inflava as frágeis esperanças
Que confiavas ao destino humano.
E quando a dúvida rondou
o convés,
E a tripulação temeu perder-se além,
Guardaste firme o rumo sob os pés,
Pois teu propósito era ir mais além.
Se às vezes o segredo do
caminho
Guardaste em silêncio ou cálculo prudente,
Foi porque o sonho, frágil como ninho,
Exige pulso firme de quem o sente.
E veio então, no céu da madrugada,
Um pássaro - sinal de terra e vida-
Preto e branco, cruzando a amplidão salgada
Como promessa há tanto pressentida
E quando enfim, no rasgo
do horizonte,
A terra nova ao longe despontou,
Foi como se do mar surgisse um monte
Que a própria Providência revelou.
Que importa se leste ou
oeste o rumo,
Quando um espírito ousado rasga o mundo?
Pois teu gesto, rompendo o velho prumo,
Abriu à história um horizonte mais profundo.
Assim teu nome, que o
tempo não devora,
Permanece em memórias e cidades:
És tu, Cristóvão Colombo, que ainda agora
Navegas na memória da humanidade.