Friday, September 24, 2021

AMANTES

 


O teu olhar me dizia o tempo lá fora:

Era sempre tempo de ficar em teus braços

E, em teus braços, esquecia a hora.

 

Tarde lembrava, em breves espaços,

Que, após a noite, a manhã havia

Mas os teus braços eram fortes laços.

 

E quando o sol presente se fazia

Em raios nos lençóis desarrumados

Para ficar – beijando – eu te pedia.

 

Vinha, então, a lua lembrar dias passados

Mostrando que o tempo era ilusão

E a vida dos casais de namorados

(De “Apocalypse”, Editora Per Se, 2013)


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