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the way that soap loves an airborne virus.
Wants nothing more than to whisk it all away. Half fragile
as water, half hydrophobic wildchild. Doing it daily
as thirst trap. Posing in the fat of fruit. in the lipid
of a milking cow. It’s unfair to say
it’s afraid of anything. Hunting virus by riding hydro.
Mobbing the scene in micelle. Trailing pond for a bond.
Shooting its shot near the nearest swarm of greasy tail. How
good it is at pulling every germ. Every dirty little frag.
Every bacterial bevvy.
Loving
it all
to its silky death. to its silty bottom. to its graywater demise.
How it hungers the virus until neither function. Melting its thick
heart and ripping it all away.
Little soap bar playa. Little Dionysian pump of cupidity.
Oh,
to desire virus
to
death. To take it dizzy
and broken down through the falls.
Slow soaping the sick
from our living,
wet hands.
EXISTEM COISAS INANIMADAS LÁ FORA
SE AMANDO
como o sabão ama um vírus transportado pelo ar.
Não quer nada mais do que levar tudo embora. Meio frágil
como água, meio criança selvagem hidrofóbica. Fazendo isso
diariamente
como uma armadilha para sede. Posando na gordura da fruta. No
lipídio
de uma vaca leiteira. É injusto dizer
que tem medo de alguma coisa. Caçando vírus em hidroavião.
Aglomerando-se pela cena em micelas. Arrastando um lago em busca de
um vínculo.
Disparando seu tiro perto do enxame de cauda gordurosa mais próximo.
Como
ele é bom em puxar cada germe. Cada fragmento sujo.
Cada grupo bacteriano.
Amando tudo
até sua morte sedosa. até seu fundo lodoso. até seu fim em águas
cinzas.
Como ele se alimenta do vírus até que nenhum dos dois funcione.
Derretendo seu grosso
coração e arrancando tudo.
Pequena saboneteira de praia. Pequena bomba dionisíaca de cupidez.
Ah, desejar o vírus
até a morte. Tomá-lo tonto
e quebrado pelas quedas d'água.
Ensaboando lentamente as doenças
das nossas mãos vivas e
molhadas.
Ilustração: Acontece Botocatu.
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