Thursday, July 23, 2026

Uma poesia de Eavan Boland

 


THE POETS

Eavan Boland

They, like all creatures, being made
For the shovel and worm,
Ransacked their perishable minds and found
Pattern and form
And with their own hands quarried from hard words
A figure in which secret things confide.
They are abroad: their spirits like a pride
Of lions circulate,
Are desperate, just as the jewelled beast,
That lion constellate,
Whose scenery is Betelgeuse and Mars,
Hunts without respite among fixed stars.
And they prevail: to his undoing every day
The essential sun
Proceeds, but only to accommodate
A tenant moon,
And he remains until the very break
Of morning, absentee landlord of the dark.

OS POETAS

Eles, como todas as criaturas, feitas

Para a pá e o verme,

Vasculharam suas mentes perecíveis e encontraram

Padrão e forma

E, com as suas próprias mãos, extraíram de palavras duras

Uma figura à qual as coisas secretas se confiam.

Eles vagam: seus espíritos, como uma alcateia

De leões, circulam,

Estão desesperados, justo como uma fera cravejada de joias, Aquele leão constelado,

Cujo cenário é Betelgeuse e Marte,

Caçadores sem trégua entre as estrelas fixas.

E eles prevalecem: para a sua ruína, a cada dia,

O sol essencial

Procedimentos, mas apenas para acomodar

A uma lua inquilina,

E ele permanece até o romper

Da manhã, senhor ausente da escuridão.

Ilustração: Guarulhos Cultural.


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