LADRÃO DE CORAÇÃO
Silvio Persivo
Não vou negar que, muitas vezes,
aproveitando o descuido ou a ocasião,
talvez movido pelo impulso ou a emoção,
roubei algumas coisas.
A maioria muito insignificante
nos meus momentos morais mais claudicantes,
o que não me absolve não.
Fui ladrão sim,
porém de um roubo sinto orgulho
e, se pego, me declararei culpado
sem contestação.
Fui eu sim.
Fui eu, sem escrúpulo ou remorso nenhum,
quem roubou, quem roubou
teu coração!
No comments:
Post a Comment