Wednesday, June 14, 2017

Uma poesia de Brytni Mosley



Sunrise Love

Brytni Mosley

Through the sunrise I see your face,
We're all alone in this place,
Your beautiful eyes,
Shine like gold,
A wonderous treasure,
That's untold.
You tell me you love me,
I smile real bright,
You're the best thing that's happened to me,
I say with delight.

O amor no sol nascente

Através do sol nascente eu vejo teu rosto,
estamos sozinhos neste lugar,
e teus belos olhos,
brilham como ouro,
um tesouro maravilhoso,
que é incalculável.
Tu me dizes que me amas,
eu sorrio com o brilho da realidade,
de que és a melhor coisa que me aconteceu,
e o digo com delicioso prazer.

Ilustração: Pixabay. 


Thursday, June 08, 2017

COISAS DO CORAÇÃO...

Nem sei bem a razão, mas, me deu vontade de reviver este poeminha que fiz em 2014, talvez, nem lembro mais. Afinal faz tanto tempo! Minha memória acelerou e mais de dois anos agora é pré-história. Não gostei mais do título e mudei.



Aguenta coração! 

Passei teu coração em revista
(desconsiderei as alergias, normais)
E, mesmo sem ser neurocardiologista,
vi, em todo o mapeamento das imagens,
que bate acelerado, selvagem,
as pulsações excedendo todas as margens.
Meu amor, não fique cheia de pavor,
que esta doença não é tão terrível assim.
É comprovado que gostas de mim
e este é o teu único remédio
contra este teu longo tédio.
Pena que, infelizmente, agora
não seja ainda, para te curar, a hora.
Uma gripe, uma dor de garganta
me põe em feroz abatimento,
de forma que lamento,
porém, terás que esperar,
mas, te aviso para se preparar:
só é de cama que irás mudar!


Wednesday, June 07, 2017

Outra poesia de Begoña Abad

Begoña Abad                                     
Sin acto de amor que me conciba,
sin madre que me espere,
sin saber para qué,
sigo empeñada en nacer
a cualquier hora,
de cualquier manera,
por olvidarme de los días
en los que nacía muerta
o en los que me moría
de a poquitos silenciosos.
Nacerme a cada paso
aunque venga de nalgas
y con dos vueltas de cordón
enrollado en el alma,
nacerme y respirarte…

Sem um ato de amor que me conceba,
Sem uma mãe que me espere,
sem saber para quê,
sigo empenhada em nascer
a qualquer hora,
de qualquer maneira,
para esquecer-me dos dias
em que nasci morta
ou dos em que morria
aos pouquinhos, silenciosamente.
Nascer-me a cada passo
Ainda que venha pela culatra
e com duas voltas de cordão
enrolado na alma,
nascer-me e respirar-te ...


Ilustração: Vagalume. 

Uma poesia de Thelma Nava

Esbozo para empezar un amor                                             
Thelma Nava

Certero, como el que apunta al corazón dorado
     de la uva
te aposentas en mí.
Preciso como el aire de junio,
la infatigable luz que se adormece en la tarde
o el rito del flamenco despedazando inútiles ocasos.

Por ti salgo a encender la pira de los sueños
y a cosechar gardenias imposibles.
Y las prendo a un pedazo de tronco fugitivo:
testimonio de ofrenda para el viento
-guerrero hecho de vidrio por el que se despeina
lánguidamente el árbol de un crepúsculo enfermo.

Porque llegas aquí,
porque estás en el bosque del prodigio, al comienzo
de una ternura más redonda que un disco de diamante
y más pura que el canto de un canario que tiembla
y se deshace al pie de una ventana de alcanfores.

Por eso, amigo mío, voy a pulir mis manos en tu rostro.

Porque estás aquí en ti yo creo
y creo en la llamarada de la tierra
y en el fulgor de un lago que te escucha
y se hace cada vez más transparente.
Quiero saberlo todo: lo que escondes detrás
     de la violencia
de tus ojos, lo que hay bajo la cuerda tensa
     de tu piel.

Para decir el nombre de las cosas, la palabra precisa,
la que en ti permanezca, la que te diga buenos días
y te descubra el vuelo de la dicha, la orilla
     de los besos
circundados apenas por una lágrima cuidadosamente
     amaestrada,
voy a iniciar la huida del silencio.

Antes que acabe el alba de seducirme con sus hojas
     de oro,
antes que el viejo árbol empiece a corretear
     a los conejos,
detendré la mirada en la resurrección
     de una esperanza
que se tienda a tu lado como un largo animal
     adormecido.
He venido otra vez, como antes, por juego,
esperando encontrar dormido en el desván
un verso elemental, una trampa, algún cepo
donde el tiempo al pasar se pillara los dedos.

Esboço para começar um amor

Certeiro, como o que aponta para o coração dourado
  da   uva
te aposentas em mim.
Preciso como o ar de junho,
da infatigável luz que adormece na tarde
ou do rito flamengo despedaçando inúteis ocasos.

Para ti saio a acender a pira dos sonhos
e a colher gardênias impossíveis.
E as prendo a um pedaço de tronco fugitivo:
testemunho de oferenda ao vento
- guerreiro feito de vidro, pelo qual se desprende,
languidamente. a árvore de um crepúsculo enfermo.

Porque chegas aqui,
porque estás na floresta de prodígio, no início
uma ternura mais redonda que um disco de diamante
e mais pura que o canto de um canário que treme
e se desfaz sob uma janela cânforas.

Portanto, meu amigo, eu vou polir minhas mãos no teu rosto.

Porque estás aqui em ti creio
e creio no alargamento terra
e no brilho de um lago que te escuta
e se faz cada vez mais transparente.
Quero saber de tudo: o que escondes atrás
      da violência
de teus olhos, o que está sob a corda esticada
      de tua pele.

Para dizer o nome das coisas, a palavra precisa,
a que em ti permaneça, a que te diga bom dia
e te descubra no voo de bem-aventurança, no limite
    dos  beijos
rodeada apenas por um lágrima cuidadosamente
      mansa,
vou iniciar o voo de silêncio.

Antes que acabe o amanhecer de seduzir-me com folhas
      de ouro,
antes que a velha árvore comece a acossar
      coelhos,
deterei o olhar na ressurreição
      de uma esperança
que se estenda a teu lado como um animal largo
      adormecido.
Vim, outra vez, como antes, por jogo,
esperando encontrar dormindo no sótão
um verso elementar, uma armadilha, um ardil
onde o tempo ao passar prensará os dedos.

Ilustração: Vagalume. 


CHORO INFINITO

Ah! Tristeza 
Sei que não vais mais embora,
Mas, não, não é por ti que o meu coração chora,
Nem se desfaz em pranto o cavaquinho.
É por ela, só por ela,
Que me deu tanto amor,
Tanto carinho,
Que sua falta está me matando
Devagar, devagarinho
Como uma vela que vai se queimando
Trazendo de volta a escuridão.
Vai meu choro
E diz a ela
Que quando o vento bate na janela
Me traz o seu perfume
E que ela volte,
Volte logo,
Nem que seja por costume
Ou por pena de mim.
Vai, tristeza, e diz a ela
Que meu pranto não tem fim. 

Ilustração: Pintarest. 

Tuesday, June 06, 2017

Um poeminha de Jose Emilio Pacheco



MAR ETERNO

Jose Emilio Pacheco

Digamos que no tiene comienzo el mar
Empieza donde lo hallas por vez primera
y te sale al encuentro por todas partes

MAR ETERNO

Digamos que não tem começo o mar.
Começa onde o achas a primeira vez
e te sai ao encontro em todas as partes.

Ilustração: Retrato das Palavras / Picturing Words. 

Monday, June 05, 2017

Dias de não falar nada



Há dias assim em que fico
Sem tua presença ou lembrança
Que a minha cabeça dança
E nada do que faço explico.

Há dias em que somente
É preciso ir em frente
Como se houvesse solução
Para a minha eterna piração.

Há dias em que os dias voam
Como pássaros errantes
E é só preciso ir adiante
Com os cantos que se entoam.

Há dias em que até calado
Erro só por ficar mudo
E vejo que tanto estudo
Não muda nada do fado.


Ilustração: MD.Saúde. 

Friday, June 02, 2017

Uma poesia de Jade Peacock

 
One Wish                         
Jade Peacock

If I could have just one wish,
I would wish to wake up everyday
to the sound of your breath on my neck,
the warmth of your lips on my cheek,
the touch of your fingers on my skin,
...and the feel of your heart beating with mine...
Knowing that I could never find that feeling
with anyone other than you.

Um desejo

Se eu pudesse ter apenas um desejo,
Eu desejaria acordar todos os dias
ao som da tua respiração no meu pescoço,
com o calor de teus lábios no meu rosto,
com o toque de teus dedos na minha pele,
... e a sensação de teu coração batendo junto ao meu ...
Sabendo que eu nunca poderia encontrar este sentimento
com alguém que não fosse você.


Ilustração: Estar em Si. 

Refazendo uma versão da poesia de Julia Binsky

Star Of Love                                                                                   Julia Binsky

Billions of stars up in the sky, 
One shines brighter, I can't deny ...
 
A love so precious, a love so true
 
A love that comes from me to you.
The angels sing when you are near, 
Within your arms I have no fear.
 
You always know just what to say
 
Simply talking to you makes my day.
I love you honey with all of my heart 
Together forever and never to part.
I love you with my heart 
I love you with my soul
 
You make my being whole.

Estrela do amor

Bilhões de estrelas no céu a brilhar,
Um brilha mais, não posso negar ...
Um amor tão precioso, um amor tão verdadeiro
Um amor que vem de mim para você, primeiro.

Os anjos cantam quando está ao meu lado,
Nos  teus braços, eu não sinto medo.
Você sempre sabe bem o que dizer
Apenas fala para meu dia feliz fazer.

Eu te amo com a doçura de todo o meu coração
Juntos para sempre nada nos separa não.

Eu te amo com o meu coração
Eu te amo com a minha alma
Com todo o meu ser.

Ilustração: G1-Globo. 



Outra poesia de Dacia Maraini

Ho sognato di volare      
Dacia Maraini

Ho sognato di volare
tante volte in una
una volta in tante,
leggera sopra i tetti
con un sospiro di gioia nera
posandomi sui cornicioni
seduta in bilico su un comignolo
quanto quanto quanto
ho camminato sulle vie
ariose dell’orizzonte
fra nuvole salate e raggi di sole
un gabbiano dal becco aguzzo
un passero dalle piume amare
erano le sole compagnie
di una coscienza addormentata
vorrei saper volare
ancora in sogno ancora,
come una rondine,
da una tegola all’altra
e poi sputare sulle teste
dei passanti e ridere
della loro sorpresa, piove?
O sono lacrime di un Dio ammalato?
Volo ancora, ma nelle tregue del sonno
il piede non più leggero
scivola via, una mano si aggrappa
alla grondaia che scappa
vorrei volando volare
e riempire di allegrie
le spine del buio.

EU SONHEI EM VOAR

Eu sonhei em voar,
Tantas voltas numa volta
uma volta em tantas,
luz por cima dos telhados
com um suspiro de alegria negra
pousando nas bordas
sentada equilibrada em uma chaminé
Tanto quanto o que
Eu andei nas ruas
arejado horizonte
entre nuvens salgados e raios de sol
uma gaivota do bico afiado
um pardal do amor penas
foram as únicas empresas
de uma consciência dormir
Eu gostaria de poder voar
mesmo em um sonho de novo,
como uma andorinha,
a partir de uma telha
e depois cuspir sobre as cabeças
transeuntes e riso
para sua surpresa, está chovendo?
Ou são lágrimas de um Deus doente?
Voar novamente, mas entregue ao sono
o pé não mais leve
esvai, uma mão agarra
a calha que foge
voarei voando a voar
e prenhe de alegrias
dos espinhos escuros.


Ilustração: Significado dos sonhos online. 

Thursday, June 01, 2017

E, novamente, Julia de Burgos

Poema con la tonada última                             
Julia de Burgos

¿Que adónde voy con esas caras tristes
Y un borbotón de venas heridas en mi frente?

Voy a despedir rosas al mar,
A deshacerme en olas más altas que los pájaros,
A quitarme caminos que ya andaban en mi corazón como raíces...

Voy a perder estrellas,
Y rocíos,
Y riachuelitos breves donde amé la agonía que arruinó
Mis montañas
Y un rumor de palomas
Especial,
Y palabras...

Voy a quedarme sola,
Sin canciones, ni piel,
Como un túnel por dentro, donde el mismo silencio
Se enloquece y se mata.


Poema com a última nota

Aonde irei com essas caras tristes
E um buquê de veias feridas na minha testa?

Vou jogar rosas no mar,
E desfazer-me em ondas mais altas que os pássaros,
A fechar caminhos que já andavam em meu coração como raízes ...

Eu vou perder estrelas,
E orvalhos,
E riachinhos breves nos quais amei a agonia que arruinou
minhas montanhas
E um rumor de pombos
Especial,
E as palavras ...

Eu vou estar sozinha,
Sem canções, nem pele,
Como um túnel por dentro, onde o mesmo silêncio
Se enlouquece e se mata.


Ilustração: Jéssica Pellegrini.