Fernando Espejo Mendéz
Hacia tu corazón y a mis
colmenas
ansiosas de tu miel, voy y regreso
y me revuelvo y zumbo por tus venas
para libar tus flores en un beso.
Apenas si tú puedes con
el peso
del racimo de néctares, apenas…
y entre tus labios voy viviendo, preso
de la miel que atesoras y almacenas…
Porque en tu cuerpo nace
la dulzura
y a donde va lo dulce, vas y dejas
un sabor de alfeñique y confitura…
Oh, dulcísima dueña de
mis quejas,
se va a morir de azúcar tu cintura
como la flor que sueñan las abejas.
AÇÚCAR
Até teu coração e às
minhas colmeias
ansioso pelo teu mel, eu
venho e regresso
e giro e zumbido pelas
tuas veias
para sorver as tuas
flores num beijo.
Mal tu consegues suportar
o peso
do cacho de néctares, mal
apenas
e entre teus lábios vou vivendo
preso
ao mel que tu guardas e
armazenas…
Porque de teu corpo nasce
a doçura
e onde tu vais o doce, tu
vais e deixas
um sabor de marzipã e confeitaria…
Ó, dulcíssima senhora das
minhas queixas,
se vai morrer de açúcar
tua cintura
como a flor com que sonham
as abelhas.
Ilustração: Art By Mandi.
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