A HORA DO AMOR DOCE
Silvio Persivo
O teu amor é doce,
como a cana-de-açúcar espremida.
Erro meu:
é mel, minha doce querida!
E, ainda assim, arde:
tem o calor dos vulcões,
mas me traz paz na tarde,
afastando as aflições.
Dá-me a estranha sensação
de que o tempo se suspende
quando voa sem direção
e, contigo, desaprende.
Meu doce, não sei dizer
como, em mim, consegues ser
o alfa e o ômega,
o início e o fim e a hora;
és o número oculto
que resolve minhas equações,
e me deixas na vida
como quem perde as noções…
- porém, de felicidade chora.
E que tudo na vida vai embora
até a doçura do agora.
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