Quantos anos você tem, meu bem?
Com este teu jeito lindo, doce de anjo
fácil de encaixar como meu banjo
e tal qual me fazer sonhar também.
Estou velho, mas não morto
e feito marinheiro no porto
vou viver cada fugaz instante
sem pensar no perigo adiante;
se posso, ou não, voltar do mar.
Não é o medo que me faz viajar
se toda vida é sempre uma aventura
e uma hora, sei, ela não mais dura.
Agora, de amor, vou me embriagar
nas tuas carnes, o maior oceano,
onde navego meu imenso engano
que de tanta emoção há de me matar.
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