SEI NÃO
Silvio Persivo
Um violão escutar,
suavemente dedilhar.
Sem pensar me faz lembrar
dos tempos bons do passado.
Não de um passado perdido
nas notas de uma canção
como um tempo entristecido
ou uma mera ilusão.
É um passado bonito,
abstrato e diferente
que, qual poema, recito
para me sentir contente.
Porque voltar não tem jeito.
Ir para a frente é o normal
que viver o imperfeito
para nós sempre foi igual.
Talvez nem seja. Nem sei.
Sei apenas que o tecido
de tudo aquilo que amei
me faz sentir revivido
de uma forma que nem sei.
Ilustração: Instagram.
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