Olho o Rio de Janeiro.
Vejo e não vejo:
agora,
é uma sombra do Rio de outrora,
não tem mais o teu beijo.
E se continua lindo
com o mesmo Cristo de braços abertos
como se estivesse tudo igual
não continua sendo
o Rio normal
dos Arcos, dos barcos, de fevereiro, do carnaval.
O sol sobre a Guanabara
brilha de forma rara
no fim de tarde.
Minha saudade arde
sob o ritmo esfuziante da Banda de Ipanema
que só é a mesma nas cenas de cinema.
Chora Pixinguinha, Tom, Vinícius, Cartola
a falta das belas mulheres, do encanto, da orla
da mágica que existia até no rolar da bola.
E eu grito:
o Rio está bonito,
e insuportável,
para a cidade maravilhosa,
cuja a beleza, a delicadeza, a prosa
já foi notável.
O Rio de hoje é um desafio.
Belo e lastimável desconfio.
No comments:
Post a Comment