Wednesday, December 07, 2011

Juan Antonio Massone


Viendo crecer el dia

Juan Antonio Massone

Un álamo pequeño
a nadie da que hablar,
apenas sobresale entre la hierba,
pero algún día será más alta sombra.
De pie, esperando
aquel día y creciendo,
aunque escaso de hojas aún
mostrar sabe al invisible viento
y no se inquieta por más
que de seguir alzando el cuerpo.
Sólo espera y crece ahora
en su apenas de hojas
batidas por el aire verde.
A nadie da que hablar,
pero erguido y silencioso,
confía la promesa de sus hojas
al invisible viento que lo mece.

Vendo crescer o dia

Um pequeno álamo
a ninguém dá o que falar,
apenas se destaca sobre a grama,
mas, algum dia será uma sombra.
De pé, esperando
aquele dia crescendo,
apesar de folhas pequenas
mostra saber do vento invisível
e não se inquieta por mais
que continuar a aumentar o corpo.
Só espera e cresce agora
apenas nas parcas folhas
batidas pelo verde ar.
A ninguém dá o que falar,
mas, altaneiro e em silêncio
confia a promessa de suas folhas
ao invisível vento que o mede.

Monday, December 05, 2011

Poemas mal comportados


O meu amor é uma lata de doce

Eu te direi, amor,
Sem nenhum pudor
Que és, para mim, uma lata de biscoitos.
Biscoitos? Não. É muito industrial.
És uma lata de doce artesanal
Das que se come já tendo saudade.
És, na verdade, mais que doce; és mel.
E, no entanto, tens tantos sabores
Que, em certos momentos, até penso
Que o nosso amor seja uma marmelada do destino.
Não importa, amor, não importa.
Nem mesmo que não tenho muito jeito para abrir latas
(nem fechos, nem portas, nem garrafas)
Ao contrário, porém, de outras tarefas em que sou tão displicente,
Anote, que serei determinado, mesmo que inconstante,
Mas, ainda assim seguirei adiante,e, acredite em mim,
Te comerei até o fim.

Luiz Muñoz


PARA CELEBRAR TU SEXO

Luiz Muñoz

Para celebrar
tu sexo
una copa de champán.
Para besarte el aire que
te corre entre las piernas
(abismos indefinidos
sacrificios consumados)
unos labios vírgenes
que nunca antes
tocaran
piernas blancas
suaves
piernas perfumadas
con una rebelde perfección.
En el silencio
de tu pubis
en la humildad
de tu vulva
(pecado inmortal)
me gozo tranquila.

Para celebrar teu sexo

Para celebrar
o teu sexo
uma taça de champanhe.
Para beijar o ar
que corre entre tuas pernas
(abismos indefinidos
sacrifícios consumados)
uns lábios virgens
que antes nunca
tocaram
pernas brancas
suaves
pernas perfumadas
com uma rebelde perfeição.
No silêncio
teu pubis
na humildade
de tua vulva
(pecdo imortal)
Gozo tranquilamente.

Manuel Moya


Pájaros furtivos

Manuel Moya

Se hielan los postigos
en esta noche densa.
Los árboles, distantes,
ofician su espesura.
La lluvia que te sigue,
el calor que has injertado,
recorren esta noche
de pájaros furtivos.

Se hielan los cristales
y es nada cuanto amaste,
nada la pátria que te acoge,
la voz con que recuerdas.


Pássaros furtivos

Gelam-se as portinholas
nesta noite densa.
As árvores, distantes,
celebram sua espessura.
A chuva que te segue,
o calor que te enxertastes,
provém esta noite
de pássaros furtivos.

Gelam-se os cristais;
e é nada o quanto amastes,
nada a pátria que te acolhe,
a voz com que recordas.

Sunday, December 04, 2011

De volta Buesa

Poema del olvido



José Angel Buesa

Viendo pasar las nubes fue pasando la vida,
y tú, como una nube, pasaste por mi hastío.
Y se unieron entonces tu corazón y el mío,
como se van uniendo los bordes de una herida.

Los últimos ensueños y las primeras canas
entristecen de sombra todas las cosas bellas;
y hoy tu vida y mi vida son como las estrellas,
pues pueden verse juntas, estando tan lejanas…

Yo bien sé que el olvido, como un agua maldita,
nos da una sed más honda que la sed que nos quita,
pero estoy tan seguro de poder olvidar…

Y miraré las nubes sin pensar que te quiero,
con el hábito sordo de un viejo marinero
que aún siente, en tierra firme, la ondulación del mar.

Poema do esquecimento


Vendo passar as nuvens fui passando a vida,
e tu, passastes por meu tédio, como uma nuvem.
Enquanto teu coração e o meu se unem
como se vão unindo as bordas de uma ferida.

Os últimos sonhos e os primeiros cabelos brilhantes
entristecem de sombra todas as coisas belas;
e hoje tua vida e minha vida são como as estrelas,
pois, podem se ver juntas, estando tão distantes…

Eu bem sei que o esquecimento, como uma água maldita,
nos dá uma sede maior que a sede que nos quita,
porém, estou tão seguro de poder não lembrar…

E olharei as nuvens sem pensar que te quero,
com o hábito surdo de um velho marinheiro
que ainda sente, em terra firme, o balanço do mar.

Wednesday, November 30, 2011

Ainda Leo Zelada


Koan de la iluminación

Leo Zelada

-Maestro ¿qué es la sabiduría?
-La no pregunta

-Maestro ¿qué es la renuncia?
-Contemplar las estrellas sin ojos

-Maestro ¿qué es la iluminación?
-Quedarte sin brazos y tocar la noche

-Maestro ¿cómo alcanzar la sabiduría?
-Quema el papel, la pluma y el báculo
-¿Por qué he de hacerlo?
-Siente en tu rostro el invierno.

Koan da iluminação

-Mestre, o que é sabedoria?
-É não perguntar.

Mestre-O que é a renúncia?
-Contemplar as estrelas sem os olhos

-Mestre, o que é a iluminação?
-Ficar sem braços e tocar a noite

-Mestre, como alcançar a sabedoria?
-Queima o papel, caneta e o báculo
- Por que hei de fazer isto?
-Sente em teu rosto o inverno.

Leo Zelada


Haikus de la noche

Leo Zelada

I

Ciervo azul.
La danza de la noche
Rozó el cielo

II

Cabellos blancos
Despides al invierno
Danza la luna

III

Cae el dragón
Anuncias los otoños
Flor del durazno

IV

Rugen los dioses
La lira del poeta
Acalla el hielo.

Haikais da noite

I

Cervo azul.
A dança da noite
Roçou o céu

II

Cabelos brancos
Despede-te do inverno
Dança a lua

III

Cai o dragão
Anuncias os outonos
Flor de pessegueiro

IV

Rugem os deuses
A lira do poeta
Silencia o gelo.

Tuesday, November 29, 2011

José Ángel Buesa ainda


CANCIÓN A LA MUJER LEJANA

José Ángel Buesa

En ti recuerdo una mujer lejana,
lejana de mi amor y de mi vida.
A la vez diferente y parecida,
como el atardecer y la mañana.

En ti despierta esa mujer que duerme
con tantas semejanzas misteriosas,
que muchas veces te pregunto cosas,
que sólo ella podría responderme.

Y te digo que es bella, porque es bella,
pero no sé decir, cuando lo digo,
si pienso en ella porque estoy contigo,
o estoy contigo por pensar en ella.

Y sin embargo si el azar mañana
me enfrenta con ella de repente,
no seguiría a la mujer ausente
por retener a la mujer cercana.

Y sin amarte más, pero tampoco
sin separar tu mano de la mía,
al verla simplemente te diría:
«Esa mujer se te parece un poco».

Canção da mulher distante

Em ti recordo uma mulher distante
longe de meu amor e da minha vida.
Por sua vez, diferente e parecida
como o entardecer e a manhã.

Em ti desperta esta mulher que dorme
com tantas semelhanças misteriosas
que, muitas vezes, te pergunto coisas
que só ela poderia responder-me.

E eu te digo que és bela, porque és bela,
porém, não sei dizer, quando o digo,
se penso nela por estar contigo,
ou se estou contigo porque penso nela.

E, sem embargo, se o destino amanhã
me confrontasse com ela, de repente,
não seguiria a mulher ausente
por me reter esta mulher tão próxima

E sem amar-te mais, nem tampouco
e sem separar tua mão da minha,
ao vê-la simplesmente te diria:
"Esta mulher parece contigo um pouco."

Ilustração: http://jbpires.blogspot.com/

Ángel Buesa de volta


INESPERADAMENTE

José Ángel Buesa

Inesperadamente tu amor llega a mi vida,
mujer de besos hondos y plenitud creciente,
como brota un retoño de una rama caída,
como en un río seco renace la corriente.

Llegas como las nubes, inesperadamente;
inesperadamente llegas como el verano,
para dejarme el peso de una sombra en la frente
y un dolor de raíces profundas en las manos.

Y es que tu boca alegre me inspira un beso triste,
y en tus ojos cercanos veo un mirar ausente,
porque sé que algún día, lo mismo que viniste,
te me irás de los brazos, inesperadamente...

Inesperadamente

Inesperadamente teu amor chega em minha vida,
mulher de beijos profundos e plenitude crescente,
como brota uma muda de um galho caído,
como de um rio seco renasce uma corrente.

Chegas como as nuvens, inesperadamente;
inesperadamente chegas como o verão,
para deixar-me o peso de uma sombra na testa
e uma dor de raízes profundas nas mãos.

É que tua boca alegre me inspira um beijo triste,
e nos teus olhos próximos vejo um olhar ausente,
porque sei que algum dia, como tu vinhestes,
te irás de meus braços, inesperadamente ...

José Ángel Buesa


Ah, sí, ya abrí mi casa

José Ángel Buesa

Ah, sí, ya abrí mi casa
para todo el que llega, para todo el que pasa.

Sobran salud y pan, y, sin embargo,
hay algo en esta miel con sabor amargo.

Y desdeño mis bienes,
estos bienes ganados con sangre y con lamentos,
y envidio el hombre sucio que despide los trenes
viendo crecer sus hijos alegremente hambrientos.

Ah, sim, eu abri a minha casa

Ah, sim, eu abri a minha casa
para todos que chegam, para todos os que passam.

Sobram saúde e pão, e sem embargo,
há algo neste mel com um gosto amargo.

E desdenho meus bens,
estes bens ganhos com sangue e com lamentos,
e invejo o homem sujo que despacha os trens
vendo seus filhos crescerem alegremente famintos.

Ilustração: http://8tracks.com/leavealinealone/a-minha-casa-vive-aberta-abri-todas-as-portas-do-coracao.

Sunday, November 27, 2011

Viver é doer


Eu te amo ainda quando não te vejo.
Eu te amo mais porque aqui não estais.

Eu te amo por esta solidão em que vivemos,
por sermos assim no espaço separados,
porque este longo tempo que perdemos
ainda assim nos faz parecer mais vida ter.
Te amo porque te perdi sem ter,
no inexistente tempo em que não te pude amar,
e não te tendo ainda assim não te perdi...

Eu te amo porque mesmo distante
penso em ti como se não estivesses longe
e sei que basta te chamar para todo amor voltar...

Eu te amo por ser este nosso amor,
um amor bandido, que nos rouba mais que dá,
porém, não saberia viver sem ti, sem ele,
por mais que este amor conjugue o verbo torturar
e tenha, nas carícias que não fazemos, tanta dor
que, muitas vezes, chamo sofrer de amor
e, ainda assim, só esta dor poderia desejar.

Ainda Francisco Pino


Y la vida

Y la vida, la vida es un instante
mas cual millones de mayos perdura,
cae pronto y se levanta
pronto. No es un olvido.

Quien ve amanecer ve lo bastante;
una luz, el rocío,
ese Dios que ahora calla
dentro. No es un olvido.

Un instante lo es todo si oscurece.
Quien ve oscurecer contempla como
la muerte de una rosa que no muere
nunca. No es un olvido,

es un rostro que ciego ve una flor.

De "Cuaderno salvaje" 1983

E a vida

E a vida, a vida é um instante,
mas, que milhões de maios permanece
cai logo e se levanta
em breve. Não é um esquecimento.

Quem vê o amanhecer vê o bastante;
uma luz, o orvalho,
este Deus que agora cala
dentro. Não é um esquecimento.

Um momento em que tudo se escurece.
Quem vê o escurecer o contempla como
a morte de uma rosa que não morre
nunca. Não é um esquecimento,

é um rosto que cego vê uma flor.

Ilustração: De Frida Kahlo "O sol e a vida"

Francisco Pino


Ausência

Francisco Pino

Solitario campo.
Me encuentro conmigo.
Soy mi descampado.

Solitario cielo.
Me encuentro conmigo.
Soy mi desanhelo.

Solitario alud.
Me encuentro conmigo.
Soy mi multitud.

De "Versos para distraerme" 1982

Ausência

Solitário campo.
Me encontro comigo.
Sou meu descampado.

Solitário céu.
Me encontro comigo.
Sou meu desencanto.

Solitária avalanche.
Me encontro comigo.
Sou minha multidão.

Ilustração: http://jorgebichuetti.blogspot.com/2011/09/poesia-para-alem-do-ego-uma-multidao-de.html

Gibrán Jalil Gibrán


Que o melhor de ti

Gibrán Jalil Gibrán

Que lo mejor de ti sea para tu amigo.
puesto que él conoce tu bajamar
deja que también conozca tu pleamar.
Y no lo busques para matar las horas
sino para vivir las horas.
Porque su papel es llenar tus necesidades
pero no tu vacío.
Y que en la dulzura de la amistad haya
risas y placeres compartidos.
Porque en el rocío de las pequeñeces
el corazón encuentra su mañana y se refresca".


Que o melhor de ti seja para teu amigo.
posto ele conhece tuas marés
deixa que também conheça a preamar.
E não o queiras para matar as horas,
mas, para viver as horas.
Porque seu papel é o de atender às tuas necessidades,
mas, não o teu vazio.
E que, na doçura da amizade, haja
risos e prazeres compartilhados.
Porque no orvalho das pequenas coisas
o coração encontra sua manhã e se refresca.

Saturday, November 19, 2011

Maya Angelou


A Conceit

Maya Angelou

Give me your hand

Make room for me
to lead and follow
you
beyond this rage of poetry.

Let others have
the privacy of
touching words
and love of loss
of love.

For me
Give me your hand.

Uma opinião

Me dê sua mão

Faça o quarto para me
liderar que vou seguir
você
além desta fúria da poesia.

Deixe que os outros tenham
a privacidade das
palavras sensíveis
e o amor à perda
do amor.

Me dê sua mão
para mim.

Ilustração: gothamist.com

Vício virtuoso


Teu corpo foi feito para os meus beijos
e tem o sabor de frutas, de doces, de iguarias.
Teu beijo é uma doce selvageria
que detona adrenalina no meu coração
e faz de cada momento de amor uma vitória.
E se tremo, estremeço, e me perco em emoção,
como se um sopro de Deus convulsionasse a terra,
é que o prazer despertado jamais em si mesmo se encerra.
És muito mais do que uma bandeja de frutas,
um banquete, uma orgia ou um carnaval.
És um manjar que meus lábios nem mereciam
posto, como um milagre, todo dia ao meu dispor
como um manancial inesgotável de amor,
um remédio milagroso,uma poderosa magia
que me enche de vida e de alegria.

Ilustração: http://amorbandidu.blogspot.com/2011/08/que-loucura.html

Tuesday, November 15, 2011

Antonio Martínez Sarrión mais uma vez


Riquezas

Antonio Martínez Sarrión

Unos sostienen sus huertos oreados,
sus panales, sus eras y sus viñas,
mas no conocen las fases del mosto.
Yo no te tengo más que a ti.
Otros tienen sus flotas y arsenales
y capean temporales en la Bolsa
durmiendo entre unos brazos mercenarios.
Yo no te tengo más que a ti.

Los demás tienen prisas y negocios
y tratan de llegar pronto a una cita
para que esta demencia continúe.
Yo no te tengo más que a ti.

"El centro inaccesible" 1975 – 1980

Riquezas

Uns sustentam suas hortas adubadas,
seus pentes, suas heras e as suas vinhas,
a maioria não conhece as etapas do vinho.
Eu não tenho mais do que a ti.
Outros têm suas frotas e arsenais
e investigam temporais na Bolsa
dormindo entre uns braços mercenários.
Eu não tenho mais do que a ti.

Os outros têm pressa e negócios
e tentam chegar rápido a um encontro
para que esta loucura continue.
Eu não tenho mais do que a ti.

Ilustração: http://sonhosdeareia.blogs.sapo.pt

Antonio Martínez Sarrión


Carpe Diem

Antonio Martínez Sarrión

Qué dispendioso pulular de nombres,
de ateridas esperas mientras la madrugada
difuminaba taxis en una sucia niebla.
Qué lástima de tiempo barajando
naipes ya de textura ala de mosca
cuando el sol meridiano, más de un punto granado,
no sabe de demoras, admite alistamientos
sin requisito alguno,
por ahogado de sombra que llegue el aspirante,
para entregar a cambio manos como paneles,
ríos de campanillas, zureos de palomas,
terco mundo presente,
que fulgura y se esfuma tan tranquilo,
negándose de plano -y con cuánto derecho-
al deshonesto oficio de pañuelo de lágrimas.

"Horizontes desde la rada" 1983

Carpe Diem

Que dispendioso pulular de nomes,
de temerosas esperas pelo amanhecer
turvando os táxis na névoa suja.
Que lástima de tempo embaralhando
naipes já de textura das asas de mosca
quando o sol ao meio-dia, além de um punhado de romãs,
não sabe de demoras, admite inscrições
sem requisito algum,
afogado na sombra que chega ao candidato,
para entregar em troca as mãos como painéis,
rios de sinos, arrulhar dos pombos,
o teimoso mundo presente,
que brilha e desaparece tão tranquilo,
negando-se de pronto- e com todo o direito-
ao desonesto ofício de lenço de lágrimas.

Ilustração: http://diocesedeuruacu.com.br

Sunday, November 13, 2011

Louquinhos de amor


Eu bem sei que o nosso amor é uma loucura.
Porém, ela me diz, num e-mail, que me ama.
E,se me acaricia, jura
Que, cada vez mais, é melhor.
E a verdade é que, com ela, me sinto tão bem
Que, se for ser louco, for ser assim
Melhor para ela,
Melhor para mim.
E, até onde sei,
O mal que faz é nos dar prazer,
Prazer demais!

Ilusttração: http://alcoolgel.wordpress.com

Luis Perez


De todos los dioses

Luis Perez


De todos los dioses
con los que me enfrento
en esclavo me convierto
cegado de sonrisas piadosas
sin piedade me pagan com desprecios

De favor les debo la vida
confundiendo castigo com caricias
tan lleno de dudas y desconcierto
como falto de luces a nada me atrevo
porque quien suplica nada promete

Lejos ando de beneficiarme
de mi miserias e ensueños
tratando de hallar
las claves de la vida eterna
descrído y sin fuerzas
ya no querré pagarme
ni un buen enterro.

De todos os deuses

De todos os deuses
com os quais lido
em escravo me converto
cego de sorrisos piedosos
sem piedade me pagam com desprezo

De favor lhes devo a vida
confundindo castigo com carícias
tão cheio de dúvidas e desconcertos
como falto de luzes a nada me atrevo
porque quem suplica nada promete

Longe ando de me beneficiar
de minhas misérias e sonhos
tratando de encontrar
as chaves da vida eterna
descrente e sem forças
já não querem me pagar
nem um bom enterro.

Ilustração: http://www.fotolog.com.br/seiyart/4305255