Wednesday, December 12, 2018

Uma poesia do Duque de Rivas


A Lucianela                                    
Duque de Rivas

Cuando, al compás del bandolín sonoro
y del crótalo ronco, Lucianela,
bailando la gallarda tarantela,
ostenta de sus gracias el tesoro;

y, conservando el natural decoro,
gira y su falda con recato vuela,
vale más el listón de su chinela
que del rico Perú las minas de oro.

¡Cómo late tu seno! ¡Cuán gallardo
su talle ondea! ¡Qué celeste llama
lanzan los negros ojos brilladores!

¡Ay! Yo en su fuego me consumo y ardo,
y en alta voz mi labio la proclama
de las gracias deidad, reina de amores.

Para Lucianela

Quando, ao compasso do bandolim sonoro
e do ronco do címbalo, Lucianela,
dançando a galante tarantela,
ostenta de suas graças o tesouro;

e, conservando o natural decoro,
gira e sua saia com recato atira,
vale mais, de sua sandália, a tira
que do rico Peru as minas de ouro.

Como seu seio pula! Como galante
sua cintura vibra! Que celestial chama
lançam seus negros olhos brilhantes!

Ah! Eu no seu fogo me consumo, ardente
e em voz alta meus lábios a proclama
as graças da divindade, rainha dos amores.


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