Sunday, January 08, 2023

Um poema de Léonie Adams

 


A GULL GOES UP

Léonie Adams

Gulls when they fly move in a liquid arc,

Still head, and wings that bend above the breast,

Covering its glitter with a cloak of dark,

Gulls fly. So as at last toward balm and rest,

Remembering wings, the desperate leave their earth,

Bear from their earth what there was ruinous-crossed,

Peace from distress, and love from nothing-worth,

Fast at the heart, its jewels of dear cost.

 

Gulls go up hushed to that entrancing flight,

With never a feather of all the body stirred.

So in an air less rare than longing might

The dream of flying lift a marble bird.

Desire it is that flies; then wings are freight

That only bear the feathered heart no weight.

UMA GAIVOTA SOBE

As gaivotas quando voam se movem num arco líquido,

Ficam com a cabeça imóvel e  as asas dobradas acima do peito,

Cobrindo seu brilho com um manto de escuridão,

As gaivotas voam. Então, por fim, para o bálsamo e descanso,

recordando asas, os desesperados deixam sua terra,

Tira de sua terra o que havia cruzado de ruinoso ,

Paz da aflição, e amor das coisas sem valor,

Velocidade  no coração, suas joias de alto custo.

 

As gaivotas sobem em silêncio para um voo arrebatador,

Sem que nunca uma pena de todo o corpo se mexa.

Então, em um ar menos raro do que o desejo poderia

O sonho de voar levanta um pássaro de mármore.

O desejo é que voa; então asas são o frete

Que só levam o coração emplumado sem peso.

Ilustração: A Mente é Maravilhosa.

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