Se te perguntarem, meu amor,
se vou voltar,
seja enfática em dizer que não.
Diga sem medo, sem hesitar,
como quem guarda uma verdade serena:
não há retorno para quem nunca se ausenta.
Pois ao te levar sempre no meu coração,
não conheço despedidas,
nem distâncias que se imponham.
Estou contigo em qualquer canto que estiver,
como sombra fiel ao corpo da luz.
Jamais ninguém será capaz de entender
esse laço que o mundo não mede,
esse amor que não se explica.
Sou teu homem,
e tu, minha mulher-
assim, inteiros no invisível,
fiéis ao que não se rompe.
E se a distância ousar nos nomear ausentes,
desminta-a com o silêncio do sentir:
há caminhos que não se percorrem com os pés,
há encontros que não se desfazem no adeus.
Porque onde estivermos, estaremos um no outro-
não como promessa, mas como permanência.
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