Quando ela tocava o
violino,
mergulhava em um mosaico
de sonhos,
onde cada nota encantava o silêncio
e o tempo, reverente, parava para escutar.
O mundo então se vestia
de luz e cor,
como se a própria vida respirasse a música.
E eu, inevitável,
me perdia inteiro naquele instante mágico,
morrendo de amor,
enquanto, paradoxalmente,
jamais estive tão vivo.
Ilustração: Donna Leslie.

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