Thursday, April 16, 2026

Um poema de W.J. Lofton

 


                                 THE LORD IS AMERICAN

W.J. Lofton

The world undresses 
its wounds. It wounds. This Father- 
His memory, torn 
clouds: forgetful weather. 
God’s goodness licks 
bowls bone-clean. Our fingers 
twist crumbs from air. 
We are hungry children 
abandoned by our country 
for bombs. For Rockets’ Red glare. How 
could we ever be patriots? 
My father is my flag. 
The national anthem is 
every word, every single word 
my mother could not whisper- 
could not say, 
could not say: 
her father colonized her. 
Made her mother nasty with jealousy. 
Could not say: she can’t stay 
In this world of touching. 
It maims. 
It elects evil. 
It is two gendered. 
It kneels on Sunday. 
The Lord is 
American & 
aims His rifle 
at us, His children 
once beggars 
rise into guerrillas.

O SENHOR É AMERICANO

O mundo desnuda

suas feridas. Ele fere. Este Pai-

Sua memória, rasgada

nuvens: tempo do esquecimento.

A bondade de Deus lambe

tigelas até ficarem impecáveis. Nossos dedos

recolhem migalhas do ar.

Somos crianças famintas

abandonadas por nosso país

por bombas. Pelo brilho vermelho dos foguetes. Como

poderíamos ser patriotas?

Meu pai é minha bandeira.

 

O hino nacional é

cada palavra, cada simples palavra

que minha mãe não podia sussurrar-

não podia dizer,

não podia dizer:

seu pai a colonizou.

Fez sua mãe amarga de ciúme.

Não podia dizer: ela não pode ficar

Neste mundo de toques.

Ele mutila.

Ele elege o mal.

Ele é de dois gêneros.

Ele se ajoelha no domingo.

O Senhor é

americano &

aponta Seu rifle

para nós. Seus filhos

que antes eram mendigos

viraram guerrilheiros.

Ilustração: CNN Portugal. 


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