ALLA SERA
Ugo Foscolo
Forse perchè della fatal
quïete
Tu sei l’immago, a me sì cara vieni.
O sera! E quando ti corteggian liete
Le nubi estive e i zeffiri sereni,
E quando del nevoso aere inquïete
Tenebre e lunghe all’universo meni,
Sempre scendi invocata, e le secrete
Vie del mio cor söavemente tieni.
Vagar mi fai co’ miei pensier sull’orme
Che vanno al nulla eterno, e intanto fugge
Questo reo tempo, e van con lui le torme
Delle cure onde meco egli si stnigge;
E mentre io guardo la tua pace, dorme
Quello spirto guerrier ch’entro mi rugge.
À NOITE
Talvez porque da fatal
quietude
és a imagem, você me vem tão querida,
Ó noite! E quando te
cortejam alegres
as nuvens de verão e as
brisas serenas,
E quando do ar nervoso e inquieto
Trazes sombras longas e
escuras ao universo,
Sempre desces, invocada,
e os caminhos secretos do meu coração guardas.
Vagar me faz com meus
pensamentos pelas trilhas
Que levam ao nada eterno,
e enquanto isso foge este tempo culpado,
e com ele vão as
multidões
De preocupações que o
consomem;
E enquanto contemplo tua
paz,
Aquele espírito guerreiro
que ruge dentro de mim dorme.
Ilustração: Unsplash.
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