Monday, April 13, 2026

Alla Sera, um clássico de Ugo Foscolo

 


ALLA SERA

 Ugo Foscolo

Forse perchè della fatal quïete
Tu sei l’immago, a me sì cara vieni.
O sera! E quando ti corteggian liete
Le nubi estive e i zeffiri sereni,
E quando del nevoso aere inquïete
Tenebre e lunghe all’universo meni,
Sempre scendi invocata, e le secrete
Vie del mio cor söavemente tieni.
Vagar mi fai co’ miei pensier sull’orme
Che vanno al nulla eterno, e intanto fugge
Questo reo tempo, e van con lui le torme
Delle cure onde meco egli si stnigge;
E mentre io guardo la tua pace, dorme
Quello spirto guerrier ch’entro mi rugge.

À NOITE

Talvez porque da fatal quietude

és a imagem, você me vem tão querida,

Ó noite! E quando te cortejam alegres

as nuvens de verão e as brisas serenas,

E quando do ar nervoso e inquieto

Trazes sombras longas e escuras ao universo,

Sempre desces, invocada, e os caminhos secretos do meu coração guardas.

Vagar me faz com meus pensamentos pelas trilhas

Que levam ao nada eterno, e enquanto isso foge este tempo culpado,

e com ele vão as multidões

De preocupações que o consomem;

E enquanto contemplo tua paz,

Aquele espírito guerreiro que ruge dentro de mim dorme.

Ilustração: Unsplash. 

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