Friday, December 31, 2010

Lembranças de fim de ano



Nem Natal nem Ano Novo

Minha boca passeia
Pelos lugares mais insuspeitados de teu corpo
É meu carnaval de Natal...

Que me parece mesmo panetone
Quando sinto o gosto doce
Do prazer
Que emite queixas
Em deliciosos ais
de quero mais!

Os ponteiros dos relógios param...
Teu sorriso é que alimenta meu sonho
E tua voz ausente parece tão presente
Agora quanto ontem.

As luzes brilham, os sinos tocam,
Sinto mesmo no ar o cheiro de tender
E as luzes da árvore dançam
Como se dissessem para não me preocupar
com nada.

Não me preocupo.
O Natal passou
Nem passei perto de fazer
tantas coisas que pensei...

O melhor, meu bem é que sei
Que, amanhã, não estarei doente.
E criarei o dia de Natal novamente.
E o Natal, o ano novo, o carnaval há de vir
No momento em que você sorrir!

Ilustração: Joana Lorça

Feliz amor novo




Elegia ao amor de ano novo

Receito neste ano novo
O velho remédio do amor.

Ama velha menina moça,
Ama menina velha, velha, cheia de mocidade,
Que amor não tem idade
Tem destinação.
Abre teus braços ou teus pensamentos,
Nem que seja por momentos,
Para os delírios do amor.
Dança com a canção.

Usa a poesia ou a música, se preciso for.
Para que estejas como deves estar,
Mulher somente, semente,
De dor e de prazer.
Pensa que tudo é o hoje
E o amanhã é o vir a ser,
A promessa que, como todo presente,
Pode ser somente a beleza do embrulho.

Joga fora todos os receios e medos.
O ano é novo. Nova é a atitude.
Tudo pede que mudes.
A vida, como a esperança, se renova.

A hora é esta.
Não deixe para depois.
Escolhe o teu amante.
Se nada der certo
Terás tido a sorte de viver.

Lembra que a morte tem boa memória:
A ceifadora não esquece ninguém.
Não há de te esquecer.

A vida, com sua dor e seu prazer, te chama:
É do amor a hora!
O ano é novo.
O amor mais novo ainda deve ser!

Kobayashi Issa



Novo ano

Kobayashi Issa

New Year's Day--
everything is in blossom!
I feel about average.

Ano novo

Dia de ano novo-
O mundo todo em flor!
Eu me sinto acima da média.

Thursday, December 30, 2010

John Clare



The Old Year

by John Clare

The Old Year's gone away
To nothingness and night:
We cannot find him all the day
Nor hear him in the night:
He left no footstep, mark or place
In either shade or sun:
The last year he'd a neighbour's face,
In this he's known by none.

All nothing everywhere:
Mists we on mornings see
Have more of substance when they're here
And more of form than he.
He was a friend by every fire,
In every cot and hall--
A guest to every heart's desire,
And now he's nought at all.

Old papers thrown away,
Old garments cast aside,
The talk of yesterday,
Are things identified;
But time once torn away
No voices can recall:
The eve of New Year's Day
Left the Old Year lost to all.


O Ano Velho

O ano velho se foi
Para o nada e a noite:
Nós não podemos encontrá-lo o dia todo
Nem ouvi-lo na noite:
Ele não deixou marca, passo, ou o lugar
Em qualquer sombra ou sol:
O ano passado tinha cara de vizinho,
que não é conhecido por ninguém.

Todos não estão em parte alguma:
Brumas que na manhã não se vê
Tem mais de substância, que quando eles estão aqui
E mais da forma também.
Ele era um amigo em cada tempo quente,
Em cada berço e portão-
Um convidado de cada desejo do coração,
E agora se tornou nada em tudo.

Papéis velhos jogados fora,
Roupas velhas deixadas de lado
A conversa de ontem,
são coisas identificadas;
Mas, o tempo, uma vez passado
Nenhuma voz se lembra:
A véspera do Dia de Ano Novo
Encosta o Ano Velho de vez.

William Cullen Bryant



A Song for New Year's Eve

by William Cullen Bryant


Stay yet, my friends, a moment stay—
Stay till the good old year,
So long companion of our way,
Shakes hands, and leaves us here.
Oh stay, oh stay,
One little hour, and then away.

The year, whose hopes were high and strong,
Has now no hopes to wake;
Yet one hour more of jest and song
For his familiar sake.
Oh stay, oh stay,
One mirthful hour, and then away.

The kindly year, his liberal hands
Have lavished all his store.
And shall we turn from where he stands,
Because he gives no more?
Oh stay, oh stay,
One grateful hour, and then away.

Days brightly came and calmly went,
While yet he was our guest;
How cheerfully the week was spent!
How sweet the seventh day's rest!
Oh stay, oh stay,
One golden hour, and then away.

Dear friends were with us, some who sleep
Beneath the coffin-lid:
What pleasant memories we keep
Of all they said and did!
Oh stay, oh stay,
One tender hour, and then away.

Even while we sing, he smiles his last,
And leaves our sphere behind.
The good old year is with the past;
Oh be the new as kind!
Oh stay, oh stay,
One parting strain, and then away.


Uma canção para véspera de Ano Novo


Fique ainda, meus amigos, um momento mais
Fique ainda no velho ano bom,
Então, com o companheiro de nosso longo caminho,
Aperte a mão, e deixa-nos aqui.
Oh fica, Oh, fique,
Uma hora é pouco, e depois se afasta.

O ano, cujas esperanças foram elevadas e fortes,
Já sem esperanças de acordar;
No entanto, uma hora a mais de brincadeira e música
Por causa dele que é tão familiar.
Oh fica, Oh, fique,
Uma hora alegre, e depois se afasta.

Ò gentil ano, suas mãos liberais
Tem dado toda a loja dele.
E vamos transformar a partir de onde ele está,
Porque ele não dá mais?
Oh fica, Oh, fique,
Uma hora grata, e depois se afasta.

Dias brilhantes vieram e passou tão calmamente,
Enquanto ainda era nosso hóspede;
Como alegremente a semana foi gasta!
Como é doce o descanso do sétimo dia!
Oh fica, Oh, fique,
Uma hora é de ouro, e depois se afasta.

Caros amigos estavam com a gente, alguns que dormem
Abaixo da tampa do caixão:
Que lembranças agradáveis mantemos
De tudo o que se disse e fez!
Oh fica, Oh, fique,
Uma hora do concurso, e depois se afasta.

Mesmo quando cantamos, sorri seu passado,
E deixa para trás a nossa companhia.
O bom ano de idade é com o passado;
Oh! Ser o novo como uma espécie!
Oh fica, Oh, fique,
Uma taça de despedida, e depois se afasta.

Wednesday, December 29, 2010

Enrique Jaramillo Levi



Barco a la deriva

Enrique Jaramillo Levi

Hay que salvar la nave,
su tripulación,
el cargamento.
Sálvala tú que sabes el oficio,
que puedes tranquilizar el desorden
de las máquinas y el fragor de las olas
con el simple roce de tus dedos,
con el bálsamo de una sonrisa.
No permitas que naufrague
este terco barco a la deriva.
Ofrécele al final tu puerto,
condúcelo
a su muelle húmedo,
y verás cómo se aquieta
este incendio voraz
que me consume.

Barco à deriva

Temos que salvar o navio,
sua tripulação,
o carregamento.
Salvá-a tu que sabes o ofício,
que podes tranquilizar a desordem
das máquinas e o barulho das ondas
com o simples toque dos teus dedos,
com o bálsamo de um sorriso.
Não permitas que naufrague
este frágil barco à deriva.
Ofereça-lhe ao final teu porto,
para conduzí-lo
a seu molhe húmido,
e verás como se acalma
Este incêndio
Eu consumir.

Enrique Jaramillo Levi



Ideas

Enrique Jaramillo Levi


Fluyen en la mente
como peces
enfilando
hacia ignota carnada
y no se detienen
a respirar
ni cuando duermes
porque eres una máquina
perfecta
que sólo habrá de suspender
su ritmo
al final
de la última jornada.

Idéias

Fluxo na mente
como peixes
amarrando
a desconhecida isca
e não se detém
para respirar
nem quando dormes
porque és uma máquina
perfeita
que só pode ter suspenso
o seu ritmo
ao final
da jornada.

Monday, December 27, 2010

José Agustin Goytisolo



La noche le es propicia

José Agustín Goytisolo

Todo fue muy sencillo:
ocurrió que las manos
que ella amaba,
tomaron por sorpresa
su piel y sus cabellos;
que la lengua
descubrió su deleite.
¡Ah! detener el tiempo!
Aunque la historia
tan sólo ha comenzado
y sepa que la noche
le es propicia,
teme que con el alba
continúe su sed
igual que siempre.
Ahora el amor la invade
una vez más. ¡Oh tú
que estás bebiendo!
Apiádate de ella,
su garganta está seca,
ni hablar puede.
Pero escucha su herido,
respira la agonía
de un éxtasis
y el ruego: ¡no te vayas,
no, no te vayas. ¡Quiero
beber yo!

De: La noche le es propicia

A noite lhe era propícia

Tudo foi muito simples:
ocorreu que as mãos
ela amava
tomaram de surpresa
sua pele, seus cabelos;
e a língua
descobriu o seu deleite.
Ah! parar o tempo!
Ainda que a história
tenha apenas começado
e quando a noite
lhe é propícia,
se teme que o amanhecer
continue com sua sede
como sempre.
Agora o amor a invade
uma vez mais. Oh, tu
que estais bebendo!
Tenha pena dela,
sua garganta está seca,
nem falar pode.
Porém, escuta seu gemido
respira a agonia
de seu extâse
e o apelo: não te vais,
não, não te vais. Quero
beber eu!

Ilustração: rumosvarios.blogspot.com

Jaime Sabines



Tu cuerpo está a mi lado...

Jaimes Sabines

Tu cuerpo está a mi lado
fácil, dulce, callado.
Tu cabeza en mi pecho se arrepiente
con los ojos cerrados
y yo te miro y fumo
y acaricio tu pelo, enamorado.
Esta mortal ternura con que callo
te está abrazando a ti mientras yo tengo
inmóviles mis brazos.
Miro mi cuerpo, el muslo
en que descansa tu cansancio,
tu blando seno oculto y apretado
y el bajo y suave respirar de tu vientre
sin mis labios.
Te digo a media voz
cosas que invento a cada rato
y me pongo de veras triste y solo
y te beso como si fueras tu retrato.
Tú, sin hablar, me miras
y te aprietas a mí y haces tu llanto
sin lágrimas, sin ojos, sin espanto.
Y yo vuelvo a fumar, mientras las cosas
se ponen a escuchar lo que no hablamos.

Teu corpo está a meu lado

Teu corpo está ao meu lado ...
fácil, doce, calado.
Tua cabeça no meu peito se arrepende
com os olhos fechados
e eu te olho e fumo
e acaricio os teus cabelos, enamorado.
Esta ternura mortal com que me calo
te abraça, embora eu tenha
imóveis os meus braços.
Miro meu corpo, o músculo
em que repousa o teu cansaço,
teu branco seio macio e apertado
e o leve e macio respirar do teu ventre!
sem meus lábios.
Te digo à meia voz
coisas que invento a cada instante
e fico deveras triste e só
e te beijo como se fosse o seu retrato.
Tu, sem falar, me olhans
e te abraças a mim até chorar
Sem lágrimas, sem olhos, sem espanto.
E eu volto a fumar, enquanto as coisas
se põem a escutar o que falamos.

Jaime Augusto Shelley



Nostalgia del puerto

Jaime Augusto Shelley

Agotado por la furia,
estaba en mí cantar alegría,
traer al papel un paseo
después de los mariscos con cerveza
y el café de la Parroquia,
aspirar los olores del puerto
cuando cae el sol,
entre las risas y los gritos de los niños
en el malecón;
pero vinieron las lluvias, el norte.

Y nos fuimos a México.
Lo sucio del valle
mordió el aroma
y se perdió el deseo.

De: Patria prometida

Nostalgia do Porto

Esgotado pela fúria
Estava cantando minha alegria,
de trazer para o papel uma caminhada
depois de uns mariscos com cerveja
Café e da Paróquia
inalando os odores do porto
quando o sol se põe
em meio aos risos e os gritos das crianças
no cais;
porém, as chuvas vieram, do norte.

Fomos para o México.
Para o sujo do vale
morreu o aroma
e se perdeu o desejo.

Saturday, December 25, 2010

Por fim, mais um poeminha de Angel



Todo amor es efímero

Angel González

Ninguna era tan bella como tú
durante aquel fugaz momento en que te amaba:
mi vida entera.

Todo o amor é efemêro

Nenhuma era tão bela como tu
durante aquele fugaz momento em que eu te amava:
minha vida inteira.

Angel mais uma vez



Ya nada es ahora

Angel González

Largo es el arte; la vida en cambio corta
como un cuchillo
Pero nada ya ahora
-ni siquiera la muerte, por su parte
inmensa-

podrá evitarlo:
exento, libre,

como la niebla que al romper el día
los hondos valles del invierno exhalan,

creciente en un espacio sin fronteras,

ese amor ya sin ti me amará siempre.

Nada é agora

Larga é a arte; a vida em troca corta
como uma faca.
Porém, nada há agora
-nem sequer a morte, por sua parte
imensa

poderia evitá-lo:
desgarrado, livre,

como a névoa ao amanhecer
que os profundos vales do inverno exalam,

crescente num espaço sem fronteiras,

este amor já sem ti me amará para sempre.

Angel comparece com um humor diferente



Canción, glosa t cuestiones

Angel González

Ese lugar que tienes,
cielito lindo,
entre las piernas,
ese lugar tan íntimo
y querido,
es un lugar común.

Por lo citado y por lo concurrido.

Al fin, nada me importa:
me gusta en cualquier caso.

Pero hay algo que intriga.

¿Cómo
solar tan diminuto
puede ser compartido
por una población tan numerosa?
¿Qué estatutos regulan el prodigio?


Canção, glosa t questões


Este lugar que tens,
ceúzinho lindo,
entre as pernas,
este lugar tão íntimo
e querido,
é um lugar comum.

Por tão citado e concorrido.

Ao final, nada me importa:
Eu gosto de qualquer forma.

Porém, algo me intriga.

Como
um local tão diminuto
pode ser tão compartilhado
por uma população tão numerosa?
Que leis regulam este prodígio?

Ilustração: Humanheart

De novo Angel



La vida en juego

Angel González


Donde pongo la vida pongo el fuego
de mi pasión volcada y sin salida.

Donde tengo el amor, toco la herida.

Donde pongo la fe, me pongo en juego.

Pongo en juego mi vida, y pierdo, y luego
vuelvo a empezar, sin vida, otra partida.

Perdida la de ayer, la de hoy perdida,
no me doy por vencido, y sigo, y juego
lo que me queda: un resto de esperanza.

Al siempre va. Mantengo mi postura.

Si sale nunca, la esperanza es muerte.

Si sale amor, la primavera avanza.


A vida em jogo

Onde ponho a vida, ponho o fogo
de minha paixão focada e sem saída.

Onde ponho o amor, toco a ferida.

Onde ponho a fé, me ponho em jogo.

Ponho em jogo minha vida, e perco, e logo
começo outra vez, sem vida, outra partida.

Perdida a de ontem, a de hoje perdida,
não me dou por vencido, e sigo, e jogo
o que me sobra: um resto de esperança.

E sempre vou em frente. Mantenho minha postura.

Sem sair nunca. A esperança é a morte.

Se sai o amor, a primavera avança.

Angel González



Porvenir

Angel González

Te llaman porvenir
porque no vienes nunca.
Te llaman: porvenir,
y esperan que tú llegues
como un animal manso
a comer en su mano.
Pero tú permaneces
más allá de las horas,
agazapado no se sabe dónde.

!Mañana! Y mañana será otro día tranquilo
un día como hoy, jueves o martes,
cualquier cosa y no eso
que esperamos aún, todavía, siempre.

Futuro

Te chamam futuro
porque não vens nunca.
Te chamam: futuro,
e esperam que tu chegues
como um animal manso
para comer em suas mãos.
Porém, tu permaneces
muito além das horas,
agachado não se sabe aonde.

! Amanhã! E amanhã será outro dia tranquilo
um dia como hoje, quinta-feira ou terça-feira,
qualquer coisa e não isto
que esperamos ainda, todavia, para sempre.

Sunday, December 19, 2010

A saudade festiva



Consolação

Só o que me enriquece
É saber que tuas palavras me iluminam
Como o pisca-pisca da arvorezinha de natal.
Só me consola que permanecer quieto
Me isola da violência em potencial.
Porém, o meu desejo passeia por tão distante
Que, nas festas, as bebidas e as comidas inconvenientes
São o meu normal.
Só a chuva trazendo um friozinho gostoso
Me faz bem.
Ah! Chuva malvada! Na pasmaceira da tarde
Desperta um coração que arde
Ao me lembrar do meu bem!
Não importa. A alegria maior,
E, com a qual me contento, é tê-lo
Como o maior prazer no meu pensamento
De que uma dia a terei com maior desejo
Do que jamais sonhei!
!

Felicidade mental



Tão perto na distância

Não há palavras nem versos
Nem imagens ou códigos
Que possam dizer
Do prazer de estar com você.

E é, poristo, que o tempo distante
Não me importa.
Eu só vivo
Quando fecho a porta
Que me abre para os desejos teus
Que, por uma mágica da vida, são os meus
E tanto é o entusiasmo
Que, muitas vezes, só em pensar tenho orgasmos
Que jamais serão iguais aos que tenho (terei) com você!

É um amor que curto à bessa...



O Seu amor

Eu nunca fui bem comportado...
Eu nunca estive dentro dos padrões...
Esta é a minha verdade.

Assim como não serei jamais
O homem que as mulheres esperam.
Talvez, na verdade, eu seja
Aquele que como a abelha
Passeia pelas flores,
Porém, sou uma abelha consciente
Que ama o perfume, a flor
E quer o mel da vida.

Ah! Você, querida, é o mel das flores
Por saber que cheguei tarde
E o meu amor, se, às vezes, arde,
Pela distância ou pela ausência,
Tem o sabor da consistência
E, mesmo sendo livre,
Tem no teu prazer
Sua maior ciência
E, em te amar,
Sua maior liberdade!

Angel González novamente



Epílogo

Angel González


Me arrepiento de tanta inútil queja,
de tanta
tentación improcedente.
Son las reglas del juego inapelables
y justifican toda, cualquier pérdida.
Ahora
sólo lo inesperado o lo imposible
podría hacerme ll0rar:

una resurrección, ninguna muerte.


Epílogo

Me arrependo de tanta inútil queixa,
de tanta
tentação improcedente.
São as regras do jogo, inapeláveis
e justificam toda, qualquer perda.
Agora
só o inesperado ou o impossível
poderia me fazer chorar:

uma ressurreição, nenhuma morte.

Ainda Walt Whitman



O HYMEN! O HYMENEE

Walt Whitman

O hymen! O hymenee! why do you tantalize me thus?
O why sting me for a swift moment only?
Why can you not continue? O why do you now cease?
Is it because if you continued beyond the swift moment you would soon certainly kill me?

O hímen! O himeneu

Ò Hímen! O himeneu!Por que tu me atormentastes assim?
O por que de tanto prazer só por um momento?
Porque não pôde continuar? O por que de cessar agora?
Será que é porque se continuasse para além deste prazer tão breve, certamente, me mataria?