Monday, March 31, 2025

Shakespeare sempre

 


Sonnet XVIII

William Shakespeare
Shall I compare thee to a summer’s day?
Thou art more lovely and more temperate:
Rough winds do shake the darling buds of May,
And summer’s lease hath all too short a date:
Sometime too hot the eye of heaven shines,
And often is his gold complexion dimm’d,
And every fair from fair sometime declines,
By chance, or nature’s changing course
[ untrimm’d:
But thy eternal summer shall not fade,
Nor lose possession of that fair thou ow’st,
Nor shall death brag thou wander’st in his shade,
When in eternal lines to time thou grow’st,
So long as men can breathe, or eyes can see,
So long lives this, and this gives life to thee.
SONETO XVIII

Devo comparar-te a um dia de verão?

És mais adorável e mais temperado:

Ventos fortes espalham as folhas pelo chão,

E o tempo de verão parece bem encurtado:

Às vezes, o olho do céu brilha tão quente,

E por diversas vezes sua tez dourada escurece,

E cada dia belo de belo em algum tempo desce,

Por acaso, ou pelo curso da natureza inconstante

[ não aparada:

Mas em teu verão eterno não desaparecerás,

Nem a posse a beleza que possuis perderás,

Nem a morte há de se gabar que na sua sombra vagueias,

Nestas linhas eternas com o tempo crescerás,

Enquanto os homens respirarem, ou os olhos puderem ver,

Enquanto vida houver, meus versos te farão viver.

Ilustração: Oficina do Florista.

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