Friday, August 23, 2019

Uma poesia de Thomas Lux


The Bitterness of Children                        

Thomas Lux

Foreseeing typographical errors
on their gravestones, the children
from infancy—are bitter.
Little clairvoyants, blond, in terror.

Foreseeing the black and yellow
room behind the eyelids, the children
are bitter—from infancy.
The blue egg of thirst: say hello.

Foreseeing the lower lips of glaciers
sliding toward their own lips, the children
from infancy—are bitter.
Them, rats, snakes: the chased and chasers.

Foreseeing a dust-filled matchbox, the heart,
the temples’ temples closing, the children
are bitter—from infancy.
From the marrow in the marrow: the start.

A AMARGURA DAS CRIANÇAS

Prevendo os erros tipográficos
nas lápides, as crianças
desda infância - são amargas.
Pequenos clarividentes, loiros, no terror.

Prevendo o preto e amarelo
quarto por trás das pálpebras, as crianças
são amargas – desde a infância.
O ovo azul da sede: diz olá.

Prevendo os lábios inferiores das geleiras
deslizando para seus próprios lábios, as crianças
desde a infância - são amargas.
Elas, ratos, cobras: a caça e os caçadores.

Prevendo a caixa de fósforos cheia de lixo, o coração,
os templos dos templos fechando, as crianças
são amargas - desde a infância.
Da medula na medula: o começo.


No comments: