Tuesday, February 28, 2023

Um poema de Santee Frazier

 


HYPERACUSIS

Santee Frazier

The slow crawling light wilts

into the dark flat of asphalt.

 

The moon rings the dim-lit room.

The scraping. The fire.

 

Dust

in the deep flesh of ear.

 

Strike a match, watch the flame-

the scraping, the fire, ring

in unison,

 

the brain’s bent

fugue.

 

Yoked mica, deafened glint—

scrape and fire, the moon ringing

the dim-lit room.

 

A louse in the crevice

of brain—

wrinkle-scape

in knuckles flexed

lashed, etched,

around the steel—

the affliction

of squalor—a pummeling

—skull

 

and brain

smelted in a starless dark.

HIPERACUSIA

 

A lenta luz rastejante murcha

no plano escuro do asfalto.

 

A lua circunda o quarto mal iluminado.

A raspagem. O fogo.

 

na carne profunda da orelha.

 

Acendo um fósforo, olho a chama—

a raspagem, o fogo, anel

em uníssono,

 

o cérebro torto

em fuga.

 

Mica unida, brilho ensurdecido-

raspa e fogo, a lua tocando

a sala mal iluminada.

 

Um piolho na fenda

do cérebro-

escapo enrugado

nas juntas flexionadas

amarrado, gravado,

ao redor do aço-

a aflição

de miséria -uma surra

-crânio

 

e o cérebro

derretido num escuro sem estrelas.

Ilustração: ISBO.

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