Tuesday, April 28, 2009

TUDO É UM CIRCO


VOCAÇÃO

Sei que nunca fui mágico
E que, como equilibrista, me desequilibrei,
Porém, a dançarina era você
Que deslizava com um prazer
Que me fez entrar no circo
Pagando o ingresso da ilusão.
Até ensaiei me sair bem
Brincando com o anão
No círculo de fogo,
Mas, você era uma bala humana
Com um desumano coração
E falhei feio como domador.
A lona incendiou
Sem entender a platéia bateu palmas
Enquanto o empresário fugia com toda a renda
E conta a lenda
Que até hoje vivo
Fazendo papel de palhaço.

Ilustração: http://tetefontestintasepinceis.blogspot.com

ANDRES ELOY BLANCO



SONETO DE LA RIMA POBRE

Andres Eloy Blanco

Me das tu pan en tu mano amasado,
me das tu pan en tu fogón cocido,
me das tu pan en tu piedra molido,
me das tu pan en tu pilón pilado.

Me das tu rancho en tu palma arropado,
me das tu lecho en tu rincón sumido,
me das tu sorbo, a tu sed exprimido,
me das tu traje, en tu sudor sudado.

Me das, oh Juan, tu dame de mendigo,
me das, oh Juan, tu toma de pobrero,
tu clara fe, tu oscuro desabrigo,
y yo te doy, por lo que dando espero,
el oscuro esperar con que te sigo
y el claro corazón con que te quiero.

Soneto da rima pobre


Me dás teu pão na tua mão amassado,
Me dás teu pão em teu fogo cozido,
Me dás teu pão na tua pedra quebrado,
Me dás teu pão no teu pilão pilado.

Me dás teu rancho na tua palma empalmado,
Me dás teu leite em teu seio sumido,
Me dás teu gole, na tua sede espremido,
Me dás teu traje em teu suor suado.

Me dás, ó João, tu me dás de mendigo,
Me dás, ó João, tu tomas de um pobrezinho,
Tua clara fé, teu escuro desabrigo,
E eu te dou, porque dando espero,
Do escuro esperar com que te sigo
E o claro coração com que te quero.

Ilustração: joanalucaspintura.blogspot.com

Sunday, April 26, 2009

MAGRINI


NOTICIA DE ÚLTIMO MOMENTO:

Yanina Magrini

Otra vez un poeta
manifiesta en primera persona
el instante fantástico
de su lirismo.

Quiere morir. Matarse
con una rebanada de pan
o una hoja de lechuga.

Cree que puede irse
y dejar
su pequeño monstruo
afuera.

Notícia de último momento:

Outra vez um poeta
manifesta na primeira pessoa
o instante fantástico
de seu lirismo.

Quer morrer. Matar-se
com uma fatia de pão
ou uma folha alface.

Creio que pode ir se
e deixar
seu pequeno monstro
exterior.

UM POETA CHILENO


RECUERDOS DEL FUTURO

Mario Meléndez

Mi hermana me despertó muy temprano
esa mañana y me dijo
"Levántate, tienes que venir a ver esto
el mar se ha llenado de estrellas"
Maravillado por aquella revelación
me vestí apresuradamente y pensé
"Si el mar se ha llenado de estrellas
yo debo tomar el primer avión
y recoger todos los peces del cielo"

Recordações do futuro

Minha irmã me despertou muito cedo
esta manhã e me disse
“Levanta-te, tens que ver isto
o mar está repleto de estrelas”
Maravilhado por aquela revelação
me vesti apressadamente e pensei
“Se o mar está repleto de estrelas
eu devo tomar o primeiro avião
e recolher todos os peixes do céu”.

Ilustração: www.overmundo.com.br

Tuesday, April 21, 2009

UMA POETISA ARGENTINA


XXIII

Yanina Magrini


Casi que nunca amanece. Como equívoco cierto
nada se desprende de hoy.
Cambiemos noche por diluvio y dejemos el exceso
de lo humano sobre el manifiesto de su luz.

(Le sugiero a tu imbecilidad el instante de un relámpago
el intersticio de su voz).

A veces, un mínimo detalle
suele sanar toda intemperie del mundo.

XXIII

Quase que nunca amanhece. Como equívoco certo
nada se desprende de hoje.
Trocamos a noite pelo dilúvio e deixamos o excesso
do humano sobre o manifesto de sua luz.

(Sugiro à tua imbecilidade o instante de um relâmpago
o interstício de sua voz).

Às vezes, um mínimo detalhe
pode sanar toda a intempérie do mundo.

Ilustração: 3.bp.blogspot.com

UM POETA DE PORTO RICO


IX

Iván Segarra Báez

"El hombre es mortal por sus temores e inmortal por sus deseos"

Pitágoras

Descubrimos que la vida se va asesinando
entre pétalos descalzos y llantos desnudos,
como símbolos desterrados
de pequeñas muertes desoladas y tristes.

El tiempo
va trasnochando horizontes muertos de frío
y todo se acuesta entre la nota absurda
de la sombra en pena de la risa muerta.

Descubrimos que los cuerpos son el cosmos,
un deseo que se retuerce en el mar de la lujuria.

IX


“O homem é mortal por seus temores e imortal por seus desejos”

Pitágoras

Descobrimos que a vida se vai assassinando
Entre pétalas desfolhadas e prantos desnudos,
Como símbolos desterrados
De pequenas mortes desoladas e tristes.

O tempo
Vai desvairando horizontes mortos de frio
E tudo se comprime entre a nota absurda
E a sombra penosa de um riso morto.

Descobrimos que os corpos são o cosmos,
Um desejo que se retorce em um mar de luxúria.

Monday, April 20, 2009

ASSIM É A VIDA...



BEM PLANEJADA E PAUTADA PELAS CERTEZAS!

O infalível

Só o imprevisível me torna feliz.
Assim planejo cuidadosamente
Cada passo, cada detalhe
Minucioso como só pode ser
Quem não pode errar.
E, quando tenho tudo pronto,
É que me vem à certeza
De que, em muitas coisas,
Só terei surpresas...

VALLEJO



Heces

César Vallejo

Esta tarde llueve, como nunca; y no
tengo ganas de vivir, corazón.

Esta tarde es dulce. Por qué no ha de ser?
Viste gracia y pena; viste de mujer.

Esta tarde en Lima llueve. Y yo recuerdo
las cavernas crueles de mi ingratitud;
mi bloque de hielo sobre su amapola,
más fuerte que su "No seas así!"

Mis violentas flores negras; y la bárbara
y enorme pedrada; y el trecho glacial.
Y pondrá el silencio de su dignidad
con óleos quemantes el punto final.

Por eso esta tarde, como nunca, voy
con este búho, con este corazón.

Y otras pasan; y viéndome tan triste,
toman un poquito de ti
en la abrupta arruga de mi hondo dolor.

Esta tarde llueve, llueve mucho. ¡Y no
tengo ganas de vivir, corazón!


Resquícios

Esta tarde chove como nunca, e não
tenho desejo de viver, coração.

Esta tarde é doce. Por que não o seria?
Visão de graça e pena, visão de mulher.

Esta tarde, em Lima, chove. E eu me lembro
das cavernas cruéis da minha ingratidão;
o meu bloqueio de gelo sobre a papoula,
mais forte do que o seu "Não é assim!"

Minhas violentas flores negras; e a bárbara
e enorme pedra, e a maneira glacial.
Posto o silêncio de sua dignidade
com os óleos queimantes o ponto final.

Por isto, esta tarde, como nunca, vou
com este ônibus, com este coração.

E outros passam, e vendo-me tão triste,
tomam um pouquinho de ti
na súbita ruga das profundezas da minha dor.

Esta tarde chove, chove muito. E não
desejo viver, coração!


Ilustrtação: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjdD2mLYfZEKNNmBWiTevSnr0f3x66p4vPF2Drdcct3-LbtlImJGcIrMxubxumFMyAJV2b1y5FV07nA5k1OcR3tf_pgJlJJXWIRPtYMJwBxq7Rky7UHJxmqUepmCPl34emANqTTIg/s400/momentos.bmp

Saturday, April 18, 2009

HAI KAI MESMO!



As palavras são desnecessárias.

Quando um gesto diz tudo.

Meu amor, de emoção, estou mudo!

DICKINSON


Yesterday is History

Emily Dickinson

Yesterday is History,
'Tis so far away
Yesterday is Poetry
'Tis Philosophy

Yesterday is mystery
Where it is Today
While we shrewdly speculate
Flutter both away

Ontem é História

Ontem é História,
Parece tão longe
Ontem é Poesia
Parece Filosofia

Ontem é mistério
Onde está hoje
Enquanto sabiamente especulamos
Flutuam ambos sempre.

Friday, April 17, 2009

NOVA TRAIÇÃO


L'ETERNITÉ

Arthur Rimbaud

Elle est retrouvée.
Quoi? – L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.

Âme sentinelle,
Murmurons l'aveu
De la nuit si nulle
Et du jour en feu.

Des humains suffrages,
Des communs élans
Là tu te dégages
Et voles selon.

Puisque de vous seules,
Braises de satin,
Le Devoir s'exhale
Sans qu'on dise: enfin.

Là pas d'espérance,
Nul orietur.
Science avec patience,
Le supplice est sûr.

Elle est retrouvée.
Quoi? – L'Eternité.
C'est la mer allée
Avec le soleil.


ETERNIDADE

De novo me invade.
O quê? - A Eternidade.
É o mar que vai
É o sol que cai.

Alma sentinela
Murmuro um rogo
Da noite que gela
E do dia em fogo.

Dos votos humanos
De comum elã
Criam-se desenganos
No voar da manhã.

De coisa nenhuma
Brasas de cetim
O Dever se esfuma
Sem dizer enfim.

Não há esperança,
Nem orientação.
Ciência com paciência,
O castigo é vão.

De novo me invade.
O quê? - A Eternidade.
É o mar que vai.
É o sol que cai.

Ilustração: Recantodasletras.uol.com.br

Thursday, April 16, 2009

HIKA



Intensidad

Hika


el sol ilumina
ese camino que lleva a mi memoria
espejos brillantes
representan con fuego vivaz
las voces irritadas
de tu nombre dominante
que como piedras gigantes
crean la rebelion de mis sentidos


Intensidade

O sol ilumina
Este caminho que me leva à memória
Espelhos brilhantes
Representam com seu brilho fugaz
As vozes irritadas
De teu nome dominante
Que como pedras gigantes
Criam a rebelião de meus sentidos

NOVAMENTE PIQUERAS



VÍA UNITIVA

Joaquín Piqueras

y sin embargo pongamos que llegas de noche
te acuestas a mi lado
y ofreces tu cuerpo desnudo entre las sábanas
y de repente somos

héroes en nuestro pequeño paraíso nocturno
hecho movimiento perpetuo
susurros gemidos caricias a destiempo
y la mística sensación de deshacerte
en la cama en el espacio

y flotando en la oscuridad:

el rostro esquivo y tierno de dios

VIA ÚNICA

e sem embargo pensemos que chegas de noite
e te encostas do meu lado
e ofereces o teu corpo desnudo entre os lençóis
e de repente somos

heróis em nosso pequeno paraíso noturno
feito movimento perpétuo
sussurros gemidos caricias fora de tempo
e da mística sensação de desacerto
na cama no espaço

e flutuando na escuridão:
o rosto furtivo e terno de Deus

JOAQUIN PIQUERAS


VENTANA INDISCRETA

Joaquín Piqueras

el cielo permanece cubierto
todavía...
algunos transeúntes
caminan lentamente,
con aire distante,
como si no les importara el tiempo

a lo lejos alguien observa
tras el cristal
el mismo cielo cubierto,
los mismos transeúntes...

me pregunto si sentirá
el mismo desconcierto
que yo

Janela indiscreta

O céu permanece encoberto
todavia..
Alguns transeuntes
caminham lentamente
com ar distante
como se não lhes importasse o tempo

À distância alguém observa
por trás dos vidros
o mesmo céu encoberto
os mesmos transeuntes
me pergunto se sentirá
o mesmo desconcerto
que eu

RAFAEL DE DIOS



De roca y arena

Rafael de Dios

Apariencia de gélida roca
en las yemas te vas deshaciendo
de mis dedos. Te abrazo, te tiendo
y me bebo la miel de tu boca.

A mi piel, que, desnuda, te toca
y te abrasa cual cántaro hirviendo,
tú respondes amando y gimiendo
de manera fantástica y loca.

Moriría, cariño, de pena,
en tu cuerpo feliz navegante,
si algún día me fueras ajena.

Que preciso gozar, tierno amante,
de tu cuerpo de roca y arena
como el agua del mar incesante.

De rocha e areia

Aparência gelada de rocha
que em gomos se vai desfazendo
em meus dedos. Te abraço, te tendo
e eu bebo o mel de tua boca.

Minha pele, que, nua, te toca
e te abraça qual cântaro fervendo
tu respondes amando e gemendo
de maneira fantástica e louca.

Morreria, querida, de tristeza,
em teu corpo feliz navegante
se um dia ficasse alheio à tua beleza. .

Que preciso gozar, terno amante
de teu corpo de areia e dureza
como a água do mar incessante.

Ilustração: Cundo Bermundez, Mujer peinando su amante

Wednesday, April 15, 2009

IDEA VILARIÑO



UN HUÉSPED

Idea Vilariño

No sos mío
no estás
en mi vida
a mi lado
no comés en mi mesa
ni reís ni cantás
ni vivís para mí.

Somos ajenos

y yo misma
y mi casa.

Sos un extraño
un huésped
que no busca no quiere
más que una cama
a veces.

Qué puedo hacer
cedértela.

Pero yo vivo sola.

Um hóspede

Não és meu
não estais
em minha vida
ao meu lado
não ries nem cantas
nem vives para mim.

Somos estranhos
tu
e eu mesma
e a minha casa.

És um estranho
um hóspede
que não busca nem quer
mais que uma cama
às vezes.

Que posso fazer?
Ceder-te.

Porém, eu vivo só.

Ilustração: http://1.bp.blogspot.com/_c-eQLFG2D3Y/ScMBdNujUCI/AAAAAAAAADg/9QnlqSgYoJY/s320/sozinha.png

Tuesday, April 14, 2009


At the Gate of the Year

by Minnie Louise Harkins

I said to the man who stood at the gate of the year
‘Give me a light that I may tread safely into the unknown.’
And he replied,
‘Go into the darkness and put your hand into the hand of God
That shall be to you better than light and safer than a known way!’
So I went forth and finding the Hand of God
Trod gladly into the night
He led me towards the hills
And the breaking of day in the lone east.
So heart be still!
What need our human life to know
If God hath comprehension?
In all the dizzy strife of things
Both high and low,
God hideth his intention.”

No portão do ano

Eu disse ao homem que ficava no limiar do ano
‘Dê-me uma luz para que possa pisar com segurança no desconhecido.’

E ele respondeu:
‘Vá para a escuridão e ponha sua mão na mão de Deus
Esta será a melhor luz que pode ter para estar mais seguro do que num caminho conhecido!’

Então fui adiante e encontrando a mão de Deus
Senti um incomparável prazer na noite
Ele me levou pelas montanhas
E me fez ver o amanhecer do dia no leste solitário.

Assim meu coração permanece!
O que necessita nossa vida humana saber
Se Deus nos compreende?

Em todas as lutas e coisas, por mais complicadas,
seja nos altos e baixos,
Deus oculta a suas intenções. "

Sunday, April 12, 2009

NOVAMENTE CARLOS GARGALLO



Callada melodía del coloquio

Carlos Gargallo

Bajo la tormenta que aviva el sortilegio,
sucumbe el silbido animado
de una balada de otro tiempo.
Qué razón de olvido
puede tener este aliento,
este sopor del no querer
por tener que seguir queriendo.
Silenciosamente, tornábase alma
aquella callada melodía del coloquio
entre el yo y el universo.
Era temblor, aún más, proeza
sin posibles palabras.
Tal vez los lentos monosílabos
he de escribir con lágrimas
lo que ayer no supieron las palabras.

A calada melodia do colóquio

Sob a tormenta que aviva o sortilégio,
Sucumbe o tinir animado
De uma balada de outro tempo.
Que razão de esquecimento
Pode ter este alento
Este sopro de não querer
Por ter que seguir querendo.
Silenciosamente, tornando-se alma
Aquela calada melodia do colóquio
Entre eu e o universo.
Era o tremor, ainda mais, proeza
Sem palavras possíveis.
Talvez os lentos monossílabos
Escritos com as lágrimas
Que ontem não saberiam as palavras.

Saturday, April 11, 2009

ALEJANDRA ARQUÉS ARRANZ



“Los celos son, de todas las enfermedades del espíritu, aquella a la cual más cosas sirven de alimento y ninguna de remedio.” Michel Eyquem de Montaigne (1533-1592) Escritor y filósofo francés.

MAS ALLA DE MÍ

Alejandra Arqués Arranz

Más allá de mí
sos el motivo
y
nunca pude explicarme

Tarde

Esta alegría
de extrañarte y pensarte
cada día
de pedirte una sonrisa
una foto
leer el gerundio de tu mano
intentar retener este Amor
que ahora es reflejo

Tarde

Los celos vencieron
y no es tiempo de guardar
si aún confío en el torrente
del poema borboteando
como fiel y creyente

Perderme en cada canto
perderme sin perdón
pederme en silencio
sólo perderme
evitarte cualquier dolor


"O ciúme é de todas as doenças do espírito, aquela a qual mais coisas servem de alimento e nenhuma de remédio”. Eyquem Michel de Montaigne (1533-1592) escritor e filósofo francês.

MUITO ALÉM DE MIM

Muito além de mim
És a razão
E eu nunca poderia explicar.

Esta alegria
De te estranhar e pensar em ti
Cada dia
De te pedir um sorriso
Uma fotografia
Ler o gerúndio de tua mão
Intentando reter este amor
Que agora é só reflexo.

É tarde

Os ciúmes venceram
E não é mais tempo de aguardar
Se ainda confio na corrente
Do poema borbulhando
Como fiel e crente.

Perder-me em cada canto
Perder-me sem perdão
Perder-me em silêncio
Somente perder-me
Evitando-te qualquer dor

Ilustração e poesia original extraída do Site http://poetasdehoy.blogspot.com/

AINDA CARLOS GARGALLO



Ser y estar

Carlos Gargallo

Escribimos lo que somos,
mejor dicho,nos quejamos
escribiendo a lo que hemos llegado.
El viejo dice:
-Ahora que la vejez me llega...
El enamorado:
- Ahora que el amor llega a mi...
El joven:
-Cuando sea viejo me gustaría...
El que perdió el amor:
-Si pudiera encontrarte de nuevo.
¿Somos lo que escribimos
o escribimos lo que somos?
Llegado a este punto,
hay un coctel explosivo
de dudas y certezas,
de verdades y desvaríos.
Solo nos queda pensar:
Soy, estoy
y no es poco.

Ser e estar

Escrevemos o que somos,
melhor dito, nos queixamos
escrevendo ao que temos chegado.
O velho diz:
-Agora que a velhice me chega...
O enamorado:
-Agora que este amor chegou a mim...
O jovem:
-Quando for velho gostaria...
O que perdeu o amor:
-Se pudesse te encontrar de novo.
Somos o que escrevemos
ou escrevemos o que somos?
Chegado a este ponto
há um coquetel explosivo
de dúvidas e certezas,
de verdades e desvarios.
Só nos resta pensar:
Sou, estou
e não é pouco.