Thursday, October 17, 2019

Outra poesia de Giovanni Giudici



IL PROGETTO DI SE STESSO (II)

Giovanni Giudici

L’ingegnere non era l’ingegnere che progetta
il ponte per dove altri dovranno passare:
era egli stesso l’uomo inseguito che aspetta
davanti al vuoto la cosa per traversare.

Né il ponte era il ponte che si protende
da un principio di terra a un termine certo:
era l’avventura dell’arco nascente
a una volta inesistente.

Non era l’ingegnere che mette insieme
cemento e malta e catrame e sassi:
era egli stesso che doveva farsi a pezzi e costruirsi,
sopra di sé avanzare con i suoi passi.

Dunque ingegnosamente si adoperava.
Colmava il niente davanti col niente che dietro restava.
Si gettava per lungo, si rialzava, camminava:
così rapidamente che in quel vuoto non cascava.


O PROJETO DE SI MESMO (II)

O engenheiro não era o engenheiro que projeta
a ponte por onde os outros terão que passar:
ele era o mesmo homem perseguido que espera
diante do vazio a coisa a atravessar.

Nem a ponte era a ponte que se estende
de um princípio de terra a um termino certo:
era a aventura de um arco  que nasce
de uma abóboda inexistente.

Não foi o engenheiro que junta
cimento e argamassa e alcatrão e pedras:
era o mesmo que devia fragmentar-se  e construir-se,
avançar acima de seus passos lentos.

Tão engenhosamente ele operava.
Que nada de adiante com nada de trás ficava.
Ele se deitava por largo, levantava-se e caminhava:
tão rapidamente que no vazio não se precipitava.

Ilustração: multiformacao.blogspot.com/.

No comments: